O relatório “BCG AI RADAR 2026: As AI Investments Surge, CEOs Take the Lead”, da Boston Consulting Group (BCG) revela que 72% dos CEOs afirmam ser os principais responsáveis pelas decisões no que toca a esta tecnologia, o dobro em relação ao ano anterior.
Baseado num inquérito global a 2360 executivos, incluindo 640 CEOs, em 16 mercados e múltiplos sectores de actividade, o estudo da BCG mostra que as instituições financeiras e as empresas tecnológicas são as que mais investem em IA, alocando, em média, cerca de 2% das suas receitas. Em contrapartida, sectores como a indústria e o imobiliário revelam níveis de investimento mais moderados, na ordem dos 0,8%.
O estudo indica ainda que as empresas deverão duplicar o investimento em IA este ano, passando de 0,8% para 1,7% da receita anual e mostra que 82% dos CEOs estão optimistas quanto ao retorno do investimento em IA, e metade admite que a sua permanência no cargo pode depender do sucesso da sua implementação. Globalmente, 90% acreditam que, até 2028, a IA irá redefinir os critérios de sucesso empresarial, transformando cadeias de valor, estruturas organizacionais e fontes de receita.
O estudo identifica três diferentes perfis de liderança: os “pragmáticos”, que investem com risco controlado (70%); os “seguidores”, que avançam com cautela (15%); e os “pioneiros”, que lideram transformações profundas, requalificam rapidamente as equipas e adoptam soluções de “Agentic AI” de forma transversal (15%). Empresas lideradas por “CEOs pioneiros” destinam cerca de 60% do orçamento de IA à requalificação das equipas, comparado a apenas 27% nos pragmáticos e 24% nos seguidores.
A confiança varia, no entanto, entre geografias. Na Índia (76%) e na China (73%), cerca de três quartos dos CEOs acreditam em resultados positivos. Já no Reino Unido (44%), Estados Unidos (52%) e Europa (61%), o optimismo é mais moderado, reflectindo uma adopção frequentemente impulsionada por pressão competitiva.














