Mais de metade das empresas de energia em Portugal têm mais de cinco anos

Os dados são da Iberinform.

Margarida Lopes
11 de Setembro 2026 | 15:20
Mais de metade das empresas de energia em Portugal têm mais de cinco anos

Segundo a Iberinform, mais de metade das empresas (54%) do sector da energia em Portugal possui mais de cinco anos de actividade, reflectindo um tecido empresarial relativamente consolidado. Apenas 14% das empresas apresentam risco elevado, enquanto 86% se enquadram nos níveis de risco médio e baixo.

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Já 75% das empresas são microempresas, enquanto as pequenas empresas representam 18% do total. Lisboa concentra 38% das empresas analisadas, seguida pelo Porto com 22%. As dez maiores empresas representam cerca de 78% do volume de negócios agregado do sector, estando maioritariamente localizadas no distrito de Lisboa.

A coexistência entre um elevado número de microempresas e uma forte concentração da facturação nas maiores organizações evidencia um sector onde os principais operadores assumem um peso determinante na geração de riqueza e na dinâmica competitiva da actividade.

Os indicadores financeiros evidenciam uma evolução positiva ao nível da gestão operacional das empresas do sector.

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Em 2025, o prazo médio de pagamento diminuiu de 33 para 24 dias, correspondendo a uma redução de aproximadamente 27%. Em paralelo, o prazo médio de recebimento passou de 26 para 23 dias.

Esta evolução sugere uma melhoria na eficiência dos fluxos financeiros e na gestão de tesouraria das empresas analisadas, contribuindo para uma maior capacidade de resposta às necessidades operacionais do sector.

O volume de negócios agregado das empresas com informação financeira disponível ascendeu a 18.831 milhões de euros em 2025, confirmando a relevância económica de uma actividade estratégica para o país, quer ao nível da infraestrutura energética, quer ao nível do desenvolvimento das redes associadas ao transporte e distribuição de electricidade.

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A análise evidencia assim um sector caracterizado por níveis de risco controlados, melhorias nos indicadores de gestão financeira e uma elevada concentração económica nas maiores empresas, factores que ajudam a compreender a estrutura actual de uma actividade essencial para a economia portuguesa.

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