Segundo a Iberinform, mais de metade das empresas (54%) do sector da energia em Portugal possui mais de cinco anos de actividade, reflectindo um tecido empresarial relativamente consolidado. Apenas 14% das empresas apresentam risco elevado, enquanto 86% se enquadram nos níveis de risco médio e baixo.
Já 75% das empresas são microempresas, enquanto as pequenas empresas representam 18% do total. Lisboa concentra 38% das empresas analisadas, seguida pelo Porto com 22%. As dez maiores empresas representam cerca de 78% do volume de negócios agregado do sector, estando maioritariamente localizadas no distrito de Lisboa.
Os indicadores financeiros evidenciam uma evolução positiva ao nível da gestão operacional das empresas do sector.
Em 2025, o prazo médio de pagamento diminuiu de 33 para 24 dias, correspondendo a uma redução de aproximadamente 27%. Em paralelo, o prazo médio de recebimento passou de 26 para 23 dias.
Esta evolução sugere uma melhoria na eficiência dos fluxos financeiros e na gestão de tesouraria das empresas analisadas, contribuindo para uma maior capacidade de resposta às necessidades operacionais do sector.
O volume de negócios agregado das empresas com informação financeira disponível ascendeu a 18.831 milhões de euros em 2025, confirmando a relevância económica de uma actividade estratégica para o país, quer ao nível da infraestrutura energética, quer ao nível do desenvolvimento das redes associadas ao transporte e distribuição de electricidade.
A análise evidencia assim um sector caracterizado por níveis de risco controlados, melhorias nos indicadores de gestão financeira e uma elevada concentração económica nas maiores empresas, factores que ajudam a compreender a estrutura actual de uma actividade essencial para a economia portuguesa.















