O estudo revela que os modelos de trabalho flexíveis e descentralizados estão a ganhar importância à medida que as organizações procuram maior capacidade de adaptação às rápidas mudanças tecnológicas e às necessidades do negócio.
Perante as vantagens de poder ajustar o espaço de escritório às necessidades de cada momento, em vez de permanecer vinculado a contratos longos e dispendiosos, 57% das empresas estão a investir em soluções de trabalho híbrido. Mais de metade (55%) procura criar uma rede de espaços de trabalho mais próxima dos locais onde os colaboradores vivem, enquanto 52% estão a considerar modelos de trabalho descentralizados.
A redução de custos tornou-se também um factor praticamente transversal nas estratégias de localização da C-suite: 99% afirmam que a redução de custos influencia as decisões sobre onde localizar os escritórios, sendo que, para 27%, este é já o principal factor de decisão.
Em vez de dependerem exclusivamente de uma sede dispendiosa no centro das grandes cidades, as empresas estão cada vez mais a criar redes de espaços de trabalho profissionais que apoiam equipas híbridas, aumentam a agilidade das organizações e permitem aos colaboradores trabalhar em escritórios de qualidade mais próximos de casa.
A crescente adopção da Inteligência Artificial está a levar as empresas a repensar não só a quantidade de espaço de escritório de que necessitam, mas também a forma como o utilizam. O estudo, realizado junto de CEOs e CFOs, revela que 60% consideram que o crescimento da IA tornou mais difícil antecipar as necessidades de espaço de escritório das suas organizações para os próximos dois anos. Perante uma evolução tecnológica que está a transformar a produtividade, o planeamento das equipas e a velocidade dos negócios, as empresas estão a afastar-se de compromissos imobiliários fixos e de longo prazo, privilegiando estratégias com menor intensidade de capital e capazes de acompanhar a evolução da procura.
O estudo mostra que 88% dos CEOs consideram que a evolução da IA torna essencial uma maior flexibilidade nas soluções de espaço de trabalho e imobiliário, numa altura em que a rapidez da transformação tecnológica dificulta cada vez mais a antecipação das necessidades futuras das empresas.
Questionados sobre a forma como a tecnologia, incluindo a IA, está a influenciar as decisões relativas à localização dos escritórios, 42% afirmam que esta facilita o trabalho remoto e reduz a necessidade de um escritório central, enquanto 39% consideram que incentiva modelos de escritório descentralizados ou flexíveis. 37% destacam a possibilidade de aceder a talento distribuído por diferentes geografias.
Esta mudança já está em curso. Praticamente todos os CEOs e CFOs (99,8%) afirmam que as suas organizações estão activamente a procurar transformar custos imobiliários fixos em custos mais flexíveis, adotando modelos com menor intensidade de capital e libertando recursos para investir no crescimento e no futuro do negócio.
Em Portugal, a IWG está a acompanhar esta transformação através da expansão da sua rede para além dos principais centros urbanos, com localizações em zonas como São João da Madeira, Matosinhos, Alcabideche, Leça da Palmeira, Amarante, Portimão e Loulé. Estes espaços demonstram como os modelos de trabalho flexíveis podem alargar a oferta de escritórios profissionais a zonas suburbanas e cidades de menor dimensão, aproximando os locais de trabalho das áreas onde as pessoas vivem.
Além das poupanças associadas ao imobiliário, as empresas que disponibilizam aos seus colaboradores uma rede de espaços flexíveis podem também beneficiar de ganhos de produtividade. Os modelos de trabalho híbrido, sobretudo quando permitem trabalhar em espaços profissionais mais próximos de casa, podem gerar um aumento de 11% na produtividade nos próximos cinco anos, representando uma vantagem adicional para as empresas que procuram simultaneamente controlar custos e atrair e reter o melhor talento.
Apesar da crescente flexibilidade, o espaço físico de trabalho mantém um papel central nas organizações. Mais de três quartos dos CEOs (76%) acreditam que o escritório se tornará mais importante para as suas empresas nos próximos dois anos, enquanto apenas 0,8% consideram que perderá importância.
O estudo revela ainda uma mudança nas expectativas dos próprios colaboradores relativamente ao escritório: 81% atribuem hoje maior importância a áreas sociais, cafetarias e espaços de cozinha na experiência de trabalho presencial.
O estudo foi realizado pela Censuswide junto de uma amostra de 1000 CEOs e CFOs, com 21 ou mais anos, no Reino Unido (500) e nos Estados Unidos (500). Os dados foram recolhidos entre 3 e 9 de Junho.
















