
Mais de metade dos colaboradores identifica este como um factor para abandonar a sua empresa (e não é o salário)
Um novo estudo conduzido pela Michael Page revela que mais de metade dos colaboradores identifica a ausência de oportunidades internas como um factor relevante para abandonar a sua empresa, e sublinha que as organizações onde trabalham dificultam a mobilidade entre funções.
Baseado numa amostra de mais de 6800 candidatos a emprego em toda a Europa Continental, incluindo Portugal, o estudo indica que a ausência de políticas estruturadas de rotação e mentoria contribui para níveis mais elevados de insatisfação e rotatividade.
Estes dados reflectem uma tendência global: os profissionais que integram empresas com elevados índices de mobilidade interna permanecem, em média, mais tempo nessas organizações (cerca de 60%). Em Portugal, 58% considera que a falta de mobilidade constitui um motivo para procurar uma nova oportunidade profissional.
Mais de metade dos candidatos (57,5%) considera que a sua empresa não promove a mobilidade interna para a função que desempenham. Embora três em cada quatro manifestem abertura para mudar de especialização, menos de metade avança efetivamente nesse sentido, evidenciando a importância de programas de mentoria, rotações estruturadas e mercados internos de talento para ampliar o acesso a novas oportunidades.
O estudo identifica como motivadores para mudança de função: o desenvolvimento de novas competências (79%), a procura por novos desafios (75%) e melhores perspectivas de carreira (59%) surgem como os principais fatores que impulsionam a mudança de funções ou de sector.
Em Portugal, 81% dos profissionais já consideraram alterar a sua área de especialização e quase metade (48%) já o fez, motivados sobretudo pelo desenvolvimento de novas competências (80%), pela procura de novos desafios e pela projeção de crescimento futuro.
As conclusões do mais recente estudo ‘Candidate Pulse – Vertical vs Horizontal Career Change’ Change’ reforçam que a progressão vertical continua a ser percecionada como o caminho mais direto para o sucesso profissional. Contudo, a evolução horizontal assume um papel relevante ao permitir ao profissional diversificar competências em diferentes áreas ou setores, mesmo sem assumir funções de liderança