Segundo o estudo Internacional Grupo Cegos 2025 dedicado aos «Gestores em início de funções: entender e apoiar uma população chave para o desempenho e transformação organizacionais», cerca de 42% dos directores de Recursos Humanos (DRH) globais referem dificuldades no recrutamento ou na identificação de novos gestores. Portugal é o país dos 10 inquiridos no estudo, com o valor mais elevado (57%).
O principal desafio reportado pelos DRH na detecção de perfis adequados reside na carência de competências comportamentais para essas funções (68%). Em Portugal esta convicção desce para 57% (a segunda percentagem mais baixa).
Para além disso, segundo os DRH, 36% dos colaboradores identificados não desejaram assumir um cargo de gestão (Portugal é excepção, com apenas 8%, o valor mais reduzido).
Por outro lado, a maioria (69%) dos gestores em início de funções afirma ter manifestado ativamente o desejo de assumir esse cargo. Portugal apresenta uma cifra semelhante (68%).
A promoção interna continua a ser a via mais comum para a ascensão a gestor, preferida por 55% dos DRH (57% em Portugal).
Os DRH inquiridos dão igual importância às competências interpessoais e relacionais (50%) e às competências técnicas (também 50%) quando promovem um colaborador a gestor. Em Portugal, as competências humanas são ainda mais valorizadas (62%) e as competências técnicas são apenas o terceiro factor mais importante.
Quando questionados sobre o que os atraía para a função de gestores, os próprios citaram duas razões principais: a oportunidade de obter uma melhor remuneração (37% globalmente) e a capacidade de resolver problemas ou fornecer soluções práticas nas operações do dia a dia (também 37%).
Em Portugal, os motivos mais apontados foram o melhor salário (43%), mas também o horizonte de gerir o desempenho da empresa e contribuir diretamente para o sucesso da organização (37%).
O estudo baseou-se num inquérito realizado em Março de 2025 em 10 países: França, Alemanha, Itália, Portugal, Espanha, Reino Unido (Europa); Singapura (Ásia); Brasil, México e Chile (América Latina), junto de 4271 novos gestores e 441 directores de RH/formação.














