Mais de metade dos Millennials (55%) sentem-se insatisfeitos com as suas carreiras ou dizem que ainda estão a encontrar-se, conclui uma nova pesquisa da empresa ELVTR.
Ademais, 59% deles admitem que, mesmo num mercado de trabalho difícil, procuram alguma desculpa — como serem despedidos — para finalmente deixarem um emprego de que não gostam, revela a Korn Ferry.
Após atingir o pico de 36% em 2020, o engagement tem vindo a diminuir nos EUA, tendo registado os 31% no ano passado, segundo a Gallup.
Mas esta diminuição de interesse dos Millennials tem consequências, porque actualmente ocupam uma posição dominante no mundo corporativo. As pesquisas mostram que o seu engagement continua a diminuir, com muitos destes trabalhadores, agora entre o final dos 30 e meados dos 40 anos, a sentirem que o seu desenvolvimento de carreira foi prejudicado. Entretanto, o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal continua a ser fundamental para este grupo.
Esta espécie de “crise da meia-idade” chega numa altura em que a maioria dos líderes empresariais se sente cada vez mais impaciente com equipas desmotivadas e espera que a IA entre em acção quando os colaboradores não correspondem às expectativas. Pressionados, os líderes executivos estão a lutar num mundo em rápida transformação para acompanhar a concorrência.
Ainda assim, segundo os especialistas os dados confirmam que os líderes beneficiarão se realmente mostrarem aos colaboradores como o seu trabalho diário impacta a empresa como um todo. «A maioria dos colaboradores procura algum alinhamento em relação aos valores e ao propósito», afirma Kim Waller, Senior partner da Korn Ferry na área de Estratégia Organizacional. Uma confiança mais forte pode contribuir para ultrapassar estes sentimentos de insatisfação.
Claro que parte da insatisfação pode resolver-se por si; este tipo de crise profissional de meia-idade já foi observado em cada uma das três gerações anteriores. Resta saber se estes Millennials descontentes agirão de acordo com a sua insatisfação profissional.
Segundo o inquérito ELVTR, apenas 25% disse estar a planear activamente uma mudança de carreira. O estado actual do mercado de trabalho pode também se dissuasor. Muitos trabalhadores permanecem nos seus empregos para poderem sustentar as suas famílias, diz Waller.














