Mais de metade dos utilizadores de IA Generativa já a usaram (mas sem aprovação) no local de trabalho

Margarida Lopes
22 de Novembro 2023 | 10:40

A Salesforce, CRM de Inteligência Artificial (IA), apresentou o recente estudo de aplicabilidade e utilização da IA generativa, o “Generative AI Snapshot Research”. Entre as principais conclusões, o estudo revela que os utilizadores de IA generativa estão a tirar partido da tecnologia no local de trabalho sem formação, orientação ou autorização da entidade patronal, reconhecendo que esta inovação é capaz de ajudar a avançar nas suas próprias carreiras.

 

Mais de um quarto (28%) dos profissionais utilizam actualmente IA generativa no trabalho, muitos dos quais o fazem sem a aprovação formal dos seus empregadores. Este valor tende a subir, pois 32% dos inquiridos indica que espera vir a usar IA generativa no trabalho em breve, levando as empresas a serem pressionadas para a adopção de políticas claras.

Embora mais de metade (55%) dos utilizadores da tecnologia no local de trabalho o tenham feito com ferramentas de IA generativa não aprovadas, e 40% tenham utilizado ferramentas de IA generativa que a sua empresa proibiu totalmente, todos reconhecem que a utilização de programas aprovados pela empresa é a melhor forma de garantir o uso ético e seguro da IA ​​generativa.

Os utilizadores poderão estar envolvidos em actividades eticamente questionáveis ​​no trabalho, ao usar IA generativa, como por exemplo, ao fazer passar os resultados fornecidos por IA como trabalho próprio ou inflacionando as suas competências. O estudo mostra que 64% já passaram trabalho de IA generativa como se fosse seu e 41% dos trabalhadores consideram inflacionar as suas competências de IA generativa para garantir uma oportunidade de trabalho.

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Mas a responsabilidade não recai inteiramente sobre os profissionais – cerca de sete em cada 10 trabalhadores a nível globais nunca concluíram ou receberam formação sobre como utilizar a IA generativa de forma segura e ética no trabalho.

Os inquiridos no estudo indicam que falta formação e afirmam que as políticas de IA generativa das empresas onde trabalham não estão claramente definidas ou são inexistentes. Algumas indústrias ficam mais para trás do que outras – com 87% dos profissionais de saúde a nível global, por exemplo, a alegar que as suas empresas não possuem políticas claras. Com o elevado nível de dados pessoais e confidenciais que são trabalhados pelo sector, torna-se urgente capacitar os profissionais de saúde para uma utilização responsável.

Em termos gerais, quer utilizem ou não IA generativa no local de trabalho, os profissionais reconhecem o impacto da tecnologia nas suas carreiras – quase metade (47%) acredita que dominar a IA generativa pode torná-los mais procurados no local de trabalho, mais de metade (51%) acredita que resultaria numa maior satisfação no trabalho, e 44% afirma que poderiam receber mais do que os que não dominam a tecnologia.

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