De acordo com um estudo da NOVA SBE, realizado em cooperação com a Universidade de Hamburgo, a Rotterdam Erasmus University e a Bocconi University, 37% dos portugueses considera que o desconfinamento está a acontecer muito rapidamente. Por outro lado, em relação a Abril, os portugueses mostram-se agora menos preocupados com o impacto da pandemia COVID-19 na Economia e Saúde. No entanto, continuam a ser os mais preocupados entre os sete países europeus considerados.
Investigadores da Nova SBE juntaram-se a equipas da Universidade de Hamburgo, da Rotterdam Erasmus University e da Bocconi University para saberem como lida a população europeia com a ameaça do vírus e até que ponto confiam e seguem os europeus as decisões políticas em torno da pandemia. As conclusões da segunda vaga da pesquisa revela que em, toda a Europa, há uma tendência para muitas pessoas sentirem que o relaxamento das restrições esteja a acontecer de forma muito rápida. Em Portugal, entre os 37% que partilham essa visão, destacam-se as regiões do Alentejo, Lisboa e Centro do país. Em termos de faixas etárias e género, são os mais novos que percepcionam como muito rápido o levantamento das restrições, assim como as mulheres (42% das mulheres vs 31% dos homens).
«Em contrapartida, 10% das pessoas em Portugal consideram que o retorno à normalidade está acontecer muito lentamente», ressalva-se.
No estudo, faz-se ainda notar que os locais onde os portugueses se sentem mais protegidos é nas visitas ao médico, nos supermercados, restaurantes e cabeleireiros. O maior ceticismo é encontrado em relação a locais religiosos e academias de fitness, enquanto a visita.
Os efeitos da pandemia na Saúde e Economia
Ainda que, em comparação com a primeira pesquisa do estudo realizada em Abril, os portugueses se mostrem agora menos preocupados com o impacto da pandemia na Economia e Saúde (com excepção dos Açores), as preocupações com as consequências da pandemia permanecem altas.
De entre os sete países europeus considerados – Alemanha, Dinamarca, França, Holanda, Itália, Portugal e Reino Unido –, em Portugal é onde existe uma maior preocupação com o impacto da pandemia, com 67% dos portugueses a reconhecer estar muito preocupado com a eventual sobrecarga do sistema de saúde ou temem perder uma pessoa próxima, enquanto que na Europa a percentagem varia entre 23 e 60%.
No que respeita às preocupações económicas, 78% dos portugueses mostram-se receosos quanto à perda de negócios das pequenas empresas (contra 36-71% em outros países da Europa) e 57% dos portugueses temem ficar desempregados (contra 13-51% em outros países da UE).
A vacina
Os portugueses são dos europeus que demonstram maior vontade em vacinar-se contra a COVID-19, com três em cada quatro a manifestar essa intenção quando a vacina estiver disponível. 75% dos portugueses tencionam ser vacinados contra a COVID-19 quando a vacina ficar disponível e 70% estão completamente confiantes de que a vacina será segura, subindo a percentagem de confiança nos que têm entre 55 e 64 anos, entre os quais 79% acreditam na sua segurança. Os homens são os que se mostram mais dispostos a vacinarem-se (78%), assim como indivíduos com alta escolaridade (78%).
O estudo da NOVA SBE, num projecto de cooperação com a Universidade de Hamburgo, a Rotterdam Erasmus University e a Bocconi University, foi realizado online em larga escala, abrangendo mais de 7.000 indivíduos em cada vaga, representativos da população de sete países europeus, tendo em conta a região, idade, género e educação. A primeira vaga de trabalho de campo foi realizada entre 2 e 15 de Abril de 2020 e a segunda entre 9 e 22 de Junho de 2020.
Estudo completo neste link.














