No que diz respeito às nacionalidades, o estudo conclui que 38% das entradas de indivíduos estrangeiros em Portugal foram de cidadãos com nacionalidade brasileira, seguindo-se os indivíduos dos países do sul da Ásia — Índia, Bangladesh, Nepal e Paquistão — com cerca de 19%, e os dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), com 14%.
Quanto aos sectores de actividade, entre 2010 e 2024, cerca de 20% dos trabalhadores ingressaram em empresas das atividades administrativas e dos serviços de apoio, 18% no alojamento e restauração, 15% na agricultura e pesca e 14% na construção.
Já o comércio representou 10% das entradas e a indústria cerca de 7%.
O governador do Banco de Portugal (BdP), Álvaro Santos Pereira salientou que a conclusão do estudo é que «os trabalhadores estrangeiros estão [em Portugal para trabalhar, estão a fazer trabalho em várias actividades», independentemente da nacionalidade.
Destacou ainda que entre os imigrantes há menos prestações sociais e pensões do que para os nacionais, são indivíduos que rondam os 33 anos e estão envolvidos em várias actividades.
Questionado sobre que políticas imigratórias deviam ser aplicadas, Álvaro Santos Pereira apontou que «talvez valha a pena ter uma política activa de imigração, tentar identificar ex-ante os sectores» em que há mais necessidades e tentar atrair pessoas nesses sectores.
«Também é importante, como noutros países, tentar atrair mais imigrantes com licenciatura, mestrado, doutoramento», disse.














