Por Rolando Peixoto, responsável de Economia Social da Mistolin Pro
Quando falamos do sector social, falamos de pessoas. Das crianças que precisam de oportunidades para aprender e crescer, dos idosos que merecem envelhecer com dignidade, das famílias que enfrentam desafios diários e dos profissionais que, todos os dias, fazem da missão de cuidar uma realidade.
Nos últimos anos, as organizações da economia social demonstraram uma enorme capacidade de adaptação. Mas também se tornou evidente que existem desafios que já não podem continuar a ser adiados, sobretudo nas áreas da saúde mental e da educação.
A saúde mental influencia directamente o bem-estar das pessoas, a motivação das equipas e a qualidade das respostas sociais. A educação continua a ser um dos principais motores da inclusão e do desenvolvimento das comunidades. Investir nestas áreas é investir no futuro.
Quem trabalha diariamente no terreno conhece melhor do que ninguém as necessidades das comunidades. Muitas vezes, as soluções já existem. O que falta são oportunidades para as transformar em projectos concretos e sustentáveis.
Foi dessa convicção que nasceu a segunda edição do PROBEM – Uma Casa, com Causa. Mais do que um programa de apoio, pretende incentivar as organizações da economia social a desenvolver projectos inovadores nas áreas da saúde mental e da educação.
A todas as entidades que ponderam candidatar-se, deixo três ideias.
Primeiro, as melhores soluções surgem de quem conhece de perto os problemas e as pessoas. Segundo, investir em saúde mental e educação é criar condições para um impacto que perdura muito para além da intervenção imediata. Por último, o verdadeiro impacto social mede-se menos pelos números e mais pelas oportunidades criadas, pela confiança recuperada e pela melhoria da qualidade de vida das comunidades.
Enquanto responsável de Economia Social da Mistolin Pro, acredito que o futuro do sector passa por apoiar organizações com vontade de inovar e de construir respostas mais eficazes para os desafios actuais.
Espero, por isso, que esta segunda edição do PROBEM incentive mais entidades a transformar boas ideias em projectos capazes de fazer a diferença. Porque apoiar projectos é importante. Mas investir nas pessoas é aquilo que verdadeiramente transforma comunidades.














