Os Emirados Árabes Unidos (EAU) impuseram que as empresas privadas com 50 ou mais colaboradores tenham pelo menos 2% de cidadãos do país, onde cerca de 90% da mão-de-obra privada é constituída por estrangeiros.
Em Dezembro, o Conselho de Ministros aprovou uma decisão para aumentar as chamadas taxas de ‘emiritização’ para 2% por ano para os empregos qualificados em estabelecimentos do sector privado com 50 ou mais colaboradores, pretendendo atingir uma taxa global de 10% em 2026, noticia a Efe.
Caso as empresas não o façam, terão de pagar 6000 dirham dos emirados (cerca de 1523 euros, ao câmbio actual) por mês por cada cidadão que não tenha sido contratado, segundo o Ministério dos Recursos Humanos e Emiratização.
O departamento governamental assinalou que o objectivo é «alcançar uma participação efectiva do sector privado no processo de desenvolvimento dos EAU», defendendo que o aumento do número de cidadãos neste sector «terá um impacto positivo na competitividade, atractividade e estabilidade do ambiente empresarial no país».
Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), os EAU têm uma população estimada em cerca de 9,1 milhões, sendo cerca de 12% nacionais do país e oito milhões de estrangeiros.














