As tarefas impactadas com estas ferramentas e processos que agora envolvem IA vão desde reuniões, processamento e sumarização de documentos, automatização de processos de pesquisa e investigação, validação de inventários, processamento e consumo de informação, entre outros.
Esta poupança de tempo está a permitir às pessoas focarem-se em tarefas de maior valor e que requerem aporte do conhecimento e intuição humana.
Actualmente, a MC tem em curso duas iniciativas. O AIccelerate é o programa estratégico da MC para acelerar a adopção de IA em toda a organização, e o AI First está a transformar a forma como a MC desenvolve software que permite incorporar a IA nas ferramentas da MC. Em conjunto, estes dois projectos reflectem a evolução de uma utilização individual de ferramentas de IA para um modelo em que a tecnologia passa a integrar os processos de trabalho, de decisão e de criação de valor.
O AIccelerate assenta em três vertentes: a primeira corresponde ao AIOps, um programa que integra a IA nos processos do negócio, reduzindo o esforço manual e automatizando tarefas. A segunda são os AI Enabled Products, um conjunto de 13 produtos de IA que apoiam decisões importantes no retalho, em áreas como preços, seleção de produtos, cadeia de abastecimento, conformidade e personalização. A terceira é a Enterprise AI Adoption, que procura reforçar o conhecimento sobre
O AIOps, em particular, foi o primeiro programa a colocar a IA dentro dos processos de trabalho e a medir os ganhos. A iniciativa decorreu na MC entre Junho e Agosto de 2025, envolvendo uma equipa de 13 pessoas e cerca de 2500 horas de trabalho, ao longo de um ciclo de análise, priorização, testes e definição de um plano de adopção.
Os resultados demonstraram uma redução de 40% no tempo necessário para criar user stories, de 60% no tempo dedicado a dívida técnica e de 25% no tempo médio de execução de workflows. O programa permitiu ainda alcançar uma poupança de 17% nos custos de cloud, identificar 43 casos de uso de IA e executar 11 provas de conceito, acompanhadas por recomendações de adopção.
Depois de comprovado, o modelo foi redesenhado para poder ser replicado nas diferentes unidades de negócio e, em 2026, já é adoptado em seis áreas da MC, abrangendo directamente cerca de 150 pessoas – que conseguiram poupar num ano as cerca de 100 mil horas referidas, reafectando-as a funções de valor acrescentado – e será expandido a outras três áreas no último trimestre de 2026.
















