Menos de metade dos homens estão preparados para apoiar a igualdade de género

Margarida Lopes
11 de Março 2021 | 09:50

Quase todas (98%) das mulheres quer que os homens ajudem a fazer frente às desigualdades de género mas, no entanto, menos de metade dos homens indicou estar preparado para ajudar. A conclusão é de uma investigação da LEWIS, agência de marketing global sobre desigualdade de género, conduzida no âmbito do seu apoio ao movimento global HeForShe.

 

Aproximadamente quatro em 10 (39%) mulheres afirmam que os homens deveriam manifestar-se contra a desigualdade de género quando a testemunham. Um terço (33%) quer que os homens assumam mais tarefas domésticas.

O estudo mostra ainda que o impacto desproporcional da COVID-19 nas mulheres é muito claro, com 22% das mulheres a salientar ter tido de assumir novas funções no trabalho, comparativamente a 15% dos homens. As mulheres também indicaram ter sentido um maior aumento das suas responsabilidades domésticas e parentais em comparação com os homens.

Mais trabalhadores do sexo masculino (14%) do que do feminino (9%) afirmaram ter em vista oportunidades para aumentos salariais, e quase um quarto das mulheres concordou ter sido posta de parte para uma promoção por ter filhos, comparativamente a 14% dos homens.

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O mesmo estudo indica que 21% das mulheres inquiridas reportou ter sido dispensada durante a pandemia, comparativamente a 16% dos homens, exacerbando uma disparidade que já era significativa nas oportunidades económicas e de trabalho entre géneros.

O inquérito também revelou que as empresas necessitam de abordar o forte contraste entre a forma como as desigualdades de género são entendidas pelos homens e pelas mulheres, pois os colaboradores do sexo masculino têm o dobro da probabilidade das suas colegas de afirmar que a desigualdade de género já não afecta as mulheres.

Os pais de raparigas estão mais envolvidos nesta questão do que os pais de rapazes, 26% dos inquiridos tem maior probabilidade de discutir questões de desigualdade de género no trabalho, e 30% em casa.

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O relatório apresenta o impacto e as percepções acerca das desigualdades de género em 13 países, Estados Unidos da América, Reino Unido, China, França, Alemanha, Espanha, Países Baixos, Índia, México, Argentina, Brasil, Colômbia e Áustria no decurso da pandemia.

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