Empresas não estão a investir o suficiente em formação em IA. Quem o diz são os trabalhadores (a nível global)

Margarida Lopes
7 de Outubro 2025 | 10:40

O inquérito Global AI Readiness Index, desenvolvido pela Salesforce com a Morning Consult, revela que mais de metade (64%) dos profissionais apoiam o aumento do investimento em competências gerais e 53% indica ainda que deseja formações especificamente relacionadas com a IA.

O estudo desenvolvido com 14 mil adultos em 13 países da América do Norte e do Sul, mas também da Ásia e da Europa, demonstra quase dois terços dos adultos afirmam também que, provavelmente, fariam formação relacionada com a IA se os governos oferecessem descontos ou apoio financeiro, demonstrando uma ampla motivação para melhorarem as suas competências. Este entusiasmo está a levar muitos profissionais a resolverem o assunto por conta própria, com 45% dos inquiridos a planear aumentar os gastos pessoais com a aprendizagem da IA ​​no próximo ano.

Apenas cerca de um em cada três trabalhadores espera que o seu local de trabalho invista mais na aprendizagem de IA nos próximos 12 meses e também apenas 29% dos trabalhadores a nível global afirmam que o seu local de trabalho investe o suficiente em formação em IA.

Embora os dados mostrem um fosso generalizado, a prontidão para a IA varia bastante entre as diferentes regiões. Em média, menos de metade dos adultos empregados (48%) afirma que o seu local de trabalho atual ou mais recente está preparado para utilizar ferramentas de IA no trabalho diário.

A Índia (83%) e a Arábia Saudita (70%) são líderes globais na prontidão demonstrada para a IA, mostrando como a visão e o investimento nacionais coordenados podem levar a uma adpoção real. Em contraste, as economias avançadas estão atrasadas, com apenas 29% dos adultos franceses e 36% dos adultos italianos a afirmarem que o seu local de trabalho está preparado para a IA.

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Os dados agora divulgados vão ainda ao encontro das conclusões do recente Global AI Readiness Index da Salesforce, que veio demonstrar como a coordenação institucional e o desenvolvimento de infraestruturas influenciam directamente a capacidade de um país traduzir a estratégia de IA numa adoção generalizada.

À medida que a adopção da IA ​​​​acelera, as empresas enfrentam novas pressões para reterem os seus colaboradores. Os dados agora apresentados indicam que os trabalhadores não querem suportar sozinhos o fardo da qualificação e que deve ser uma responsabilidade partilhada entre empresas, governo, sociedade civil e academia.

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