Portugal tem-se afirmado como um destino de luxo global, atraindo compradores nacionais e internacionais, incluindo celebridades e investidores com grandes fortunas. No entanto, a oferta de casas de superluxo, avaliadas acima dos 4 milhões de euros, permanece limitada, devido principalmente à escassez de localizações exclusivas.
Segundo dados do idealista/data de início de 2026, existem pouco mais de 1.000 casas de superluxo disponíveis para venda em Portugal, um aumento de 15% face ao ano anterior. Esta oferta está concentrada sobretudo em Cascais, Lisboa e no distrito de Faro, onde a disponibilidade de terrenos é reduzida e existem restrições ambientais e urbanísticas que limitam novos projectos de grande escala.
O mercado de imóveis acima dos 4 milhões de euros destaca-se em zonas que combinam vista mar, privacidade, segurança e proximidade a serviços exclusivos, como campos de golfe, marinas e centros históricos. Cascais lidera a oferta, com mais de 400 imóveis nesta faixa de preço e um custo mediano de 4,7 milhões de euros, apesar de o stock ter diminuído 10% no último ano.
Lisboa apresenta cerca de 140 imóveis de superluxo, com preço mediano de 5,2 milhões de euros, enquanto o Porto conta com apenas 10 imóveis nesta categoria, mas com preço mediano superior, de 6,5 milhões de euros. No distrito de Faro, a oferta ultrapassa os 300 imóveis, tendo crescido 46% no último ano, com preços medianos estáveis em 4,95 milhões de euros. O “triângulo dourado” do Algarve, que inclui Quinta do Lago, Vale do Lobo e Vilamoura, mantém-se como uma das áreas mais valorizadas.
A ilha da Madeira tem registado um crescimento significativo no segmento de superluxo, com a oferta quase a triplicar para cerca de 60 imóveis e preços medianos a subirem 22%, situando-se nos 5,5 milhões de euros.
Em relação às casas ultraprime, com preços superiores a 8 milhões de euros, a oferta é ainda mais restrita, totalizando pouco mais de 200 imóveis no início de 2026. Este segmento está praticamente ausente no Porto, Lisboa, Comporta e Madeira, locais onde a privacidade e exclusividade são determinantes para a procura.
Cascais destaca-se novamente, com mais de 50 casas ultraprime disponíveis, um aumento de 20% face ao ano anterior, e preço mediano de 13,5 milhões de euros. No distrito de Faro, a oferta ultrapassa as 140 casas ultraprime, crescendo 34% no último ano, com preços medianos a recuarem ligeiramente para 11,5 milhões de euros.














