Mercado de trabalho com mais empregos e melhores salários (em Lisboa supera os 1700 euros)

Margarida Lopes
31 de Julho 2025 | 09:40

A Randstad Portugal divulgou a sua análise aos dados estatísticos do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Serviço Público do Emprego Nacional (IEFP) e da Segurança Social, relativos ao mês de Junho.

 

Segundo os dados da Segurança Social, a remuneração média por trabalho dependente declarada pelas entidades empregadoras foi de 1.544,83€ em Maio, representando um aumento mensal de 1% e homólogo de 4,9% face a Maio de 2024. Lisboa continua a ser a região com os salários médios mais elevados (1.794,80€), enquanto Bragança (1.263,50€) e Beja (1.270,87€) registam os valores mais baixos. A diferença salarial entre Lisboa e Bragança é de 531,30€.

O mercado de trabalho português voltou a evidenciar sinais positivos em Junho, com a taxa de desemprego a descer para 6%, menos 0,1 pontos percentuais face a Maio e menos 0,3 p.p. do que no mesmo mês de 2024, segundo as estimativas mensais do INE. Esta evolução resultou de um aumento da população empregada em 8300 pessoas, fixando-se o total em 5.227.800 trabalhadores, o que representa uma variação mensal de +0,2% e um acréscimo homólogo de +176.800 pessoas (+3,5%).

Também a população activa cresceu em Junho, com mais 2.900 pessoas, totalizando 5.563.300 activos, impulsionada pelo crescimento do emprego. Como resultado, a taxa de emprego subiu para 65,1%, mais 0,1 p.p. face a Maio e mais 1,2 p.p. em relação a Junho de 2024 – sinalizando uma trajectória de crescimento sustentado no número de profissionais integrados no mercado de trabalho.

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Segundo a análise da Randstad Research, este desempenho é impulsionado pela retoma sazonal associada ao Verão, com maior dinamismo em sectores como turismo, restauração, comércio e serviços pessoais, reflectindo-se numa melhoria generalizada do mercado de trabalho.

De acordo com as estimativas do INE, o número total de desempregados em Junho foi de 335.500 pessoas, o que representa uma redução de 5300 face a Maio (-1,5%). Esta diminuição foi observada em todos os grandes grupos populacionais, com maior expressão entre os jovens dos 16 aos 24 anos (menos 3600 pessoas, -3,6%) e entre as mulheres (menos 4400 pessoas, -2,4%).

Já segundo os dados do IEFP, o desemprego registado caiu 2,5% face ao mês anterior, com menos 7.417 pessoas, totalizando 293.488 desempregados. Esta redução ocorreu em todas as regiões do país, com destaque para o Norte (-2.265 pessoas), Lisboa e Vale do Tejo (-1.835) e Algarve (-1.369). Em termos homólogos, a descida foi de 3,8%, com menos 11.458 desempregados face a Junho de 2024.

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Embora seja habitual uma redução do desemprego em Junho devido à sazonalidade, o desempenho deste ano foi superior ao observado em 2024, tanto na variação mensal como na homóloga, reflectindo uma melhoria consistente no mercado de trabalho. A maior queda absoluta registou-se entre os “trabalhadores de serviços pessoais e vendedores”, com menos 2246 desempregados (-3,8%), seguidos dos “trabalhadores não qualificados” (-1,0%), “pessoal administrativo” (-882; -2,8%) e “profissões de nível intermédio” (-3,1%).

Analisando por sector de actividade económica, os serviços registaram a maior queda absoluta no desemprego registado, com menos 4172 pessoas (-2,2%). Dentro deste sector, destacaram-se as actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio (-2,3%), seguidas do alojamento e restauração (-2,9%) e do comércio por grosso e a retalho (-1,7%).

Este desempenho positivo é fortemente influenciado pela dinâmica sazonal do Verão, que impulsiona a procura por turismo, hotelaria, restauração e actividades de lazer. Tal contribui para a criação de emprego em várias profissões, com especial benefício para os trabalhadores de serviços pessoais, de protecção e segurança e vendedores – incluindo cabeleireiros, esteticistas, empregados de limpeza e vigilantes –, que veem a procura pelos seus serviços aumentar significativamente neste período.

«Os dados de Junho reflectem uma evolução muito positiva, particularmente no início da época alta de actividade económica. A queda do desemprego em praticamente todos os segmentos populacionais revela não apenas os efeitos sazonais, mas também uma maior dinâmica de contratação em sectores-chave. O desafio será manter esta tendência ao longo do segundo semestre», sublinha Isabel Roseiro, directora de Marketing da Randstad Portugal.

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