Nos últimos 25 anos, a percentagem de jovens adultos diplomados (cujas idades estão compreendidas entre os 25 e os 34 anos) quadruplicou: passou de 11% no final da década de 1990, para 43%, em 2024. Este aumento aproximou o país da média europeia, que se fixa nos 44%.
As licenciaturas continuam a ser a qualificação mais comum (58%), sendo os mestrados a segunda maior parcela (33%) e os doutoramentos mantêm-se estáveis, nos 3%.
Entre os alunos dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário, 76% prossegue para o ensino superior. Já no ensino profissional, apenas 22% segue para a universidade.
Quem conclui o mestrado alcança taxas de emprego de 88% no prazo de um a dois anos e de 93% ao fim de cinco anos, em linha com a média da União Europeia. Os licenciados registam uma taxa de emprego inferior (75%), mas ao fim de cinco anos, a taxa converge para o mesmo patamar.
Os recém-diplomados do ensino secundário profissional têm uma taxa de emprego inicial mais alta do que a dos diplomados dos cursos científico-humanísticos (72% vs 56%).
Por comparação com os trabalhadores que concluíram apenas o ensino secundário, os licenciados ganham, em média, mais 28% e os mestres mais 49%.
Apesar de os custos em termos absolutos serem baixos, os custos diretos em percentagem do PIB per capita são elevados em Portugal, por comparação com a maioria dos países europeus.
Apesar de se ter vindo a fechar uma das maiores disparidades educativas da União Europeia, Portugal continua atrás de vizinhos importantes, tais como Espanha e França, onde 53% dos jovens adultos têm um diploma de ensino superior – e a Irlanda, cuja percentagem chega aos 65%.
No que toca ao financiamento, Portugal é um dos países que fica aquém. Por um lado, a despesas associadas ao funcionamento das instituições de ensino superior, em termos médios por estudante, estão 35% abaixo da média EU. Por outro, as famílias portuguesas suportam 30% das despesas inerentes, face a 13% na EU.














