Modelo de avaliação no ensino secundário vai mudar já no próximo ano lectivo. Conheça as novidades

Human Resources com Lusa
19 de Julho 2024 | 14:40
Modelo de avaliação no ensino secundário vai mudar já no próximo ano lectivo. Conheça as novidades

O novo modelo de avaliação externa, anunciado pelo ministério da Educação, Ciência e Inovação, traz várias mudanças. Uma abrange os exames do ensino secundário, sendo que cada professor corrector passará a avaliar apenas um item e não a totalidade das provas. O objectivo é garantir maior justiça nas avaliações.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

O ministro Fernando Alexandre garantiu que os exames nacionais do ensino secundário vão continuar a realizar-se em papel, mas a forma de avaliação será diferente de vão passar a ser corrigidos em formato digital.

«Não alterámos as regras dos exames nacionais porque não achámos que fosse justo estar a introduzir uma nova disrupção», anunciou, garantindo que as novidades para o secundário terão como objectivo melhorar e tornar mais justa a avaliação, uma vez que estas provas servem de acesso ao Ensino Superior.

Assim, os exames nacionais vão continuar a ser feitos em papel, mas depois serão digitalizados e, em vez de os professores receberem um pacote de exames para avaliar, irão fazer a «avaliação por itens e não por provas», reduzindo a injustiça de um aluno ter um avaliador mais ou menos exigente, explicou.

Continue a ler após a publicidade

No próximo ano lectivo, estas mudanças na avaliação serão testadas apenas na prova de Filosofia, sendo alargadas às restantes disciplinas no ano lectivo seguinte (2025/2026), disse o secretário de estado Alexandre Homem Cristo, acrescentando que de fora deste modelo ficarão sempre disciplinas como Desenho A, uma vez que a classificação electrónica não é adequada.

O ministro explicou que o facto de os professores avaliarem apenas um item permitirá também «avaliar a avaliação»: «Se houver um avaliador que tenha um padrão de avaliação muito diferente dos outros isso permite-nos identificar esse avaliador».

Alexandre Fernandes acredita que com este modelo será mais fácil «identificar o viés» quando ele existe e, no limite, «poderá haver um contacto com o professor para que corrija o viés».

A equipa do ministério sublinha estar apenas a «adoptar boas práticas internacionais» que vão alterar a equidade com que os alunos são avaliados.

Continue a ler após a publicidade

Também no 9.º ano haverá novidades. As provas nacionais de conclusão do ciclo de Português e Matemática continuam a valer 30% para a classificação final, mas os enunciados das provas vão deixar de ser divulgados, revelou o secretário de estado. A ideia do ministério é desenhar uma prova com alguns itens repetidos que permitam comparar provas ao longo dos anos, explicou o secretário de estado, sublinhando que esta é uma prática comum em vários países e em avaliações internacionais, como o PISA.

O secretário de Estado garantiu que o facto de as provas não serem públicas não impedirá as famílias de pedirem a sua revisão, sendo certo que nunca terão acesso ao enunciado. «No ano passado, apenas 0,15% dos alunos pediram revisão de prova no 9.º ano», revelou, acrescentando que os alunos irão continuar a ter «todas as possibilidade de revisão».

A prova de Português do 9.º ano será feita em formato digital, mas a de Matemática terá um formato hibrido: será em digital, à excepção dos exercícios que exigem escrita matemática e que serão feitos em papel.

Partilhar


Mais Notícias