Mudança de tarifa: quanto se pode poupar, numa casa de consumo baixo

O ComparaJá analisa um caso composto a partir de perfis de consumo reais para ilustrar uma decisão que muitos trabalhadores estão a tomar este Verão sem terem os números à frente.

Human Resources com ComparaJá.pt
15 de Agosto 2026 | 14:00
Mudança de tarifa: quanto se pode poupar, numa casa de consumo baixo

Bruno e Catarina vivem num apartamento de dois quartos, sem filhos, e consomem cerca de 160 kWh por mês, com uma potência contratada de 3,45 kVA. É um perfil discreto: aquecem pouco, cozinham pouco, e a máquina de lavar trabalha duas vezes por semana. Aderiram a uma tarifa indexada há dois anos, por recomendação de um colega de trabalho que fez as contas com os preços da altura e concluiu, com razão, que era a opção mais barata.

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O que mudou não foi o consumo deles. Foi o mercado. Nas simulações do início de Agosto, a tarifa indexada para este perfil custa 40,82 euros por mês. A tarifa mais económica disponível no mercado livre fica-se pelos 34,18 euros. A diferença é de 6,64 euros mensais, ou seja, cerca de 80 euros por ano, numa casa que gasta pouco. Em termos relativos, estar no indexado representa hoje um agravamento de mais de 19% face à melhor alternativa de preço fixo.

O detalhe que costuma escapar é precisamente esse: a penalização de não comparar não é proporcional ao consumo, é proporcionalmente maior em quem consome pouco. Uma casa com consumo baixo tem uma parte fixa da fatura, ligada à potência contratada e às tarifas de acesso, que pesa muito mais no total. Quando o preço da energia sobe, essa estrutura amplifica a variação percentual, mesmo que o valor absoluto pareça modesto. É por isso que muita gente com facturas pequenas assume que não vale a pena rever o contrato e chega ao fim do ano a pagar um prémio que, medido em percentagem, é dos mais altos do mercado.

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Bruno fez a conta num intervalo de almoço. Não precisou de mudar de casa, de hábitos, nem de electrodomésticos. Verificou o consumo médio na factura, comparou propostas de electricidade para aquele perfil e mudou de comercializador. O processo de mudança não tem custos para o consumidor e não implica corte de fornecimento nem intervenção técnica em casa: o contador é o mesmo, a rede é a mesma, muda apenas quem factura.

Falta ainda dizer o que ele não fez, e que valia mais do que os 80 euros. Não reviu a potência contratada, que em casas de consumo baixo é a variável com maior potencial de poupança e onde é frequente encontrar escalões acima do necessário, contratados na altura da mudança e nunca mais tocados. Um simulador de potência a contratar resolve essa verificação em poucos minutos e costuma devolver, sozinho, mais poupança do que a mudança de tarifário.

É a conta que fica por fazer na maioria das casas portuguesas, e é também a mais barata de todas, porque não exige mudar absolutamente nada.

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