Município do Corvo instala incubadora de empresas no centro histórico

A Câmara Municipal do Corvo, nos Açores, está a investir mais de 411 mil euros na recuperação e adaptação de um edifício do centro histórico para acolher uma incubadora de empresas, considerada importante para a “criatividade dos corvinos”.

Human Resources com Lusa
26 de Agosto 2026 | 17:00
Município do Corvo instala incubadora de empresas no centro histórico

As obras estão a decorrer desde Fevereiro e o presidente da Câmara Municipal do Corvo, Marco Silva (PS), prevê que possam ficar concluídas entre Novembro e Dezembro, dado que o prazo de conclusão é de 304 dias.

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O autarca disse à agência Lusa que a Incubadora de Empresas e Negócios de Base Local e Tecnológica, criada pelo município, será um espaço importante para a ilha, porque “vai potenciar” a “criatividade dos corvinos”, bem como acolher os visitantes que ali queiram desenvolver a sua actividade empresarial.

«A incubadora, neste momento, está pensada para quatro postos de trabalho, mais um de atendimento. Se tivermos essas empresas e a gestão for correcta, acho que é o espaço que está adequado às necessidades corvinas e a quem nos procurar nesse sentido», afirmou.

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Marco Silva disse ter conhecimento de projectos “bastante inovadores” já “montados” na mais pequena ilha dos Açores, situada no grupo Ocidental, que, «certamente, vão aproveitar a incubadora para se projectar».

Também referiu que a autarquia dará prioridade aos corvinos na utilização do espaço, mas não exclui a possibilidade de acolher empresários do exterior e visitantes da ilha que o utilizem para coworking.

O projecto irá oferecer postos/empresa, espaços de coworking, sala de reuniões/formações, bem como áreas comuns de fomento à cooperação e ao aproveitamento de sinergias com a comunidade local.

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A incubadora vai ocupar um edifício do centro histórico da vila que estava devoluto e que foi adquirido pela Câmara Municipal. «É também uma forma de [o município] ir reabilitando os edifícios devolutos da ilha», admitiu o autarca.

Em termos económicos, Marco Silva pressagia que a ilha do Corvo pode «aproveitar bastante o turismo, de forma sustentada, bem pensada», alegando que este sector é um potencial da “região inteira”.

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«Não somos diferentes, vamos atrás desses investimentos e potenciar o Corvo», admitiu.

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O regulamento da Incubadora de Empresas e Negócios de Base Local e Tecnológica do Corvo foi publicado em maio, em Diário da República.

No preâmbulo do regulamento, é sublinhado que o investimento na criação da incubadora «tem como objectivo prioritário dotar o município de uma infraestrutura capaz de desenvolver e revitalizar o ambiente económico e empreendedor local».

«A incubadora consubstancia uma aposta estratégica na promoção do empreendedorismo local, através da disponibilização de uma oferta qualificada de serviços de incubação e aceleração empresarial, prevendo-se nesse sentido fomentar a criação de novos negócios, suportados numa rede capacitada», refere.

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Pretende-se que «corporize, igualmente, uma estratégia municipal catalisadora do crescimento inclusivo e sustentável, prioritariamente orientado para os sectores fundamentais para a economia local, tais como o turismo sustentável, o agroalimentar, a economia do mar e os serviços de apoio às pessoas e às empresas».

O projecto visa, ainda, «alavancar e dinamizar novos negócios suportados num novo perfil de especialização, particularmente nas áreas do empreendedorismo tecnológico, com orientação estratégica para novos produtos diferenciadores baseados nos recursos naturais da ilha, visando novos mercados e a internacionalização».

A entidade gestora da incubadora do Corvo é a Câmara Municipal e as empresas incubadas têm um prazo de permanência de um ano, prorrogável por igual período, até um máximo de três anos.

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