O que mudou (e o que ainda não mudou, mas tem de mudar) no mundo do trabalho. Os especialistas responderam com pragmatismo e… optimismo. Mas deixaram alertas

Na XXXI Conferência Human Resources, que teve lugar a 19 de Março, no habitual Museu do Oriente, em Lisboa, subiram a palco 18 especialistas nacionais e internacionais, com uma visão pragmática, realista e… optimista. O mundo do trabalho está a mudar, mas com a inteligência humana ao leme, potenciada pela inteligência artificial, o futuro é promissor.

Human Resources
24 de Abril 2026 | 10:10

Fotos NC Produções

 

O tema que, à primeira vista, poderia ser considerado “fatalista”, mais não foi do que um alerta para uma realidade que já não é longínqua, está a acontecer. Na 31.ª edição da Conferência Human Resources, a expectativa sobre “O fim do mundo do trabalho… como o conhecemos” levou ao Museu do Oriente 385 pessoas (e o live streaming registou 53.258 entradas) para ouvir a reflexão de líderes, gestores e profissionais de vários sectores sobre o que está verdadeiramente a chegar ao fim – e, sobretudo, olhar para o que de novo está a surgir.

Na intervenção de boas-vindas, Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group, começou por realçar que, ainda que o debate sobre o fim do trabalho não seja novidade, desta vez há algo muito diferente. «Não estamos apenas perante uma transformação gradual, tipo revolução industrial, mas perante o fim de um modelo que organizou a economia, o tempo e a sociedade, durante muitos anos.» Mais do que uma forma de subsistência, o trabalho sempre representou o eixo em torno do qual a vida foi sendo construída, nomeadamente a nível de «estatuto, pertença, sentido, orgulho», recordou, «e isso poderá estar a perder-se ou a modificar-se aos poucos».

A automação, a transformação digital, a Inteligência Artificial (IA) e a Gen AI aceleraram um processo que está a transformar profundamente as empresas, desde metodologias a perfis e competências, sem esquecer as hierarquias e a tomada de decisão. «Mas não se pense que apenas a digitalização e a IA estão a ser os motores destas mudanças», alertou. «O necessário e inevitável aumento da produtividade e a exigência de eficiência levam as empresas a ter de repensar os seus modelos de trabalho para se manterem competitivas.»

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Já do lado dos colaboradores, «como vão encarar todas estas mudanças», questionou Ricardo Florêncio, enumerando temas como atitudes, prioridades e competências. «Num mundo em que nos é quase prometido que, com todos estes avanços tecnológicos, vamos trabalhar cada vez menos e vamos ter melhor qualidade de vida, mas os níveis de pobreza nem por isso diminuem e, assim, há quem tenha mesmo de trabalhar mais e mais tempo, afinal, quem tem razão?» Deixou assim o mote para uma manhã repleta de úteis insights para reflexão. E acção.

 

Leia o artigo na íntegra na edição de Abril (nº. 184) da Human Resources, que conta com os testemunhos e as intervenções dos oradores da XXXI Conferência Human Resources.

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Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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