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O tema que, à primeira vista, poderia ser considerado “fatalista”, mais não foi do que um alerta para uma realidade que já não é longínqua, está a acontecer. Na 31.ª edição da Conferência Human Resources, a expectativa sobre “O fim do mundo do trabalho… como o conhecemos” levou ao Museu do Oriente 385 pessoas (e o live streaming registou 53.258 entradas) para ouvir a reflexão de líderes, gestores e profissionais de vários sectores sobre o que está verdadeiramente a chegar ao fim – e, sobretudo, olhar para o que de novo está a surgir.
Na intervenção de boas-vindas, Ricardo Florêncio, CEO do Multipublicações Media Group, começou por realçar que, ainda que o debate sobre o fim do trabalho não seja novidade, desta vez há algo muito diferente. «Não estamos apenas perante uma transformação gradual, tipo revolução industrial, mas perante o fim de um modelo que organizou a economia, o tempo e a sociedade, durante muitos anos.» Mais do que uma forma de subsistência, o trabalho sempre representou o eixo em torno do qual a vida foi sendo construída, nomeadamente a nível de «estatuto, pertença, sentido, orgulho», recordou, «e isso poderá estar a perder-se ou a modificar-se aos poucos».
A automação, a transformação digital, a Inteligência Artificial (IA) e a Gen AI aceleraram um processo que está a transformar profundamente as empresas, desde metodologias a perfis e competências, sem esquecer as hierarquias e a tomada de decisão. «Mas não se pense que apenas a digitalização e a IA estão a ser os motores destas mudanças», alertou. «O necessário e inevitável aumento da produtividade e a exigência de eficiência levam as empresas a ter de repensar os seus modelos de trabalho para se manterem competitivas.»
Já do lado dos colaboradores, «como vão encarar todas estas mudanças», questionou Ricardo Florêncio, enumerando temas como atitudes, prioridades e competências. «Num mundo em que nos é quase prometido que, com todos estes avanços tecnológicos, vamos trabalhar cada vez menos e vamos ter melhor qualidade de vida, mas os níveis de pobreza nem por isso diminuem e, assim, há quem tenha mesmo de trabalhar mais e mais tempo, afinal, quem tem razão?» Deixou assim o mote para uma manhã repleta de úteis insights para reflexão. E acção.
Leia o artigo na íntegra na edição de Abril (nº. 184) da Human Resources, que conta com os testemunhos e as intervenções dos oradores da XXXI Conferência Human Resources.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.














