O termo está a ganhar espaço porque mostra que nem todos se encaixam nos rótulos de introvertido ou extrovertido. Este novo tipo de personalidade foi descrito pelo psiquiatra Rami Kaminski. A ideia é simples, algumas pessoas encontram equilíbrio tanto no silêncio escolhido quanto em momentos de convivência.
Isto significa que não se isolam, mas também não precisam de estar sempre rodeadas de pessoas para se sentirem bem. O ponto central é o valor dado ao tempo consigo mesmo, visto não como um afastamento, mas como uma forma saudável de manter a mente sã.
Muitos especialistas apontam que este novo tipo de personalidade ajuda a entender melhor padrões que já eram percebidos, mas que não tinham um nome claro. Porque, o ser humano não vive apenas em extremos, e dar espaço para novas definições pode abrir caminhos para uma visão mais completa sobre comportamento.
No fundo, este novo tipo de personalidade representa um meio-termo entre os modelos clássicos. A pessoa não sente rejeição ao convívio social, mas também não busca nele sua principal fonte de energia. O que a define é a autonomia: escolher quando estar só e quando estar com os outros sem se sentir pressionada.
Segundo os psiquiatras, esse termo não aparece em manuais de diagnóstico, funciona mais como uma descrição observada em consultórios e conversas com pacientes. Ou seja, não é uma nova categoria oficial, mas um olhar diferente para realidades já presentes no dia-a-dia.














