Não se esqueça, é esta madrugada que muda a hora. Afinal, vai dormir mais ou menos uma hora (ou seja, é para adiantar ou atrasar os relógios)?

Human Resources
28 de Outubro 2023 | 21:00
Não se esqueça, é esta madrugada que muda a hora. Afinal, vai dormir mais ou menos uma hora (ou seja, é para adiantar ou atrasar os relógios)?

A partir de amanhã entramos no horário de Inverno. Em Portugal, os relógios vão atrasar uma hora já esta madrugada.

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Na madrugada deste domingo, quando forem 02h00 em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, deve atrasar os relogios em casa 60 minutos, passando para a 01h00. Já na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita à 01h00 da madrugada de domingo, passando para as 00h00. Ou seja por “dormir mais” uma hora, sem se atrasar.

É uma directiva da União Europeia que determina que, todos os anos, os relógios sejam adiantados e atrasados, respectivamente, uma hora no último domingo de Março e no último domingo de Outubro, marcando o início e o fim da hora de Verão.

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Independentemente dos prós e contras destas mudanças, não devemos esquecer o lado biológico, avança a Visão. O relógio biológico, ou ritmo circadiano, dura um dia e é o que permite aos seres vivos a adaptação às diferentes alturas do dia e da noite, incluindo processos metabólicos e hormonais, responsáveis pela regulação do sono.

Com a mudança para o horário de Verão no mês de Março, interrompemos abruptamente a importante relação entre o cérebro e o sol, já que os horários mudam uma hora, mas o sol não se move. Isto significa que a programação do corpo e o meio-dia solar estão desalinhados.

Especialistas ouvidos pelo Washington Post,  referem que ficar no horário de Verão o ano todo, aumentaria o risco de depressão sazonal nos meses de Inverno. Além disso, viver cronicamente fora da sintonia com o ritmo circadiano também pode originar perda de sono, obesidade, diabetes, doenças cardíacas, distúrbios de humor e até certos tipos de cancro.

Por isso, se adoptássemos o horário padrão todo o ano, eliminaríamos os problemas de saúde de curto prazo, mas, mais importante, o relógio biológico ficaria em sincronia com o dia, garantem os especialistas.

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