Não te demores onde não te dão valor

Human Resources
7 de Junho 2022 | 21:00

Com a pandemia a terminar e algumas das alterações aos hábitos laborais a serem readaptadas, subsistem algumas questões importantes.

Por Elsa Bizarro, directora de Recursos Humanos da Premium Green Mail

 

Que desafios se colocam para quem precisa recrutar em Portugal? Como captar talento? Como o reter? Depois de conseguir recrutar, como formar e manter esses colaboradores motivados?

De acordo com dados do INE – Instituto nacional de Estatística referentes ao primeiro trimestre de 2022, o mercado de trabalho encontra no início deste ano os melhores indicadores em mais de uma década, tendo a taxa de desemprego descido para 5,9% no primeiro trimestre (valor mínimo registado desde o início deste século).

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Há muitos anos que não havia tantas pessoas a trabalhar, e tantas com o segundo emprego. As reservas de mão-de-obra atingiram mínimos históricos, apenas 11,5% da população ativa se pode considerar subutilizada e há 28,3 mil pessoas que procuram emprego não têm disponibilidade imediata.

Por outro lado, os colaboradores, a par de uma remuneração competitiva, valorizam hoje outros benefícios, para alem de boas práticas de equidade, flexibilidade nos horários de trabalho, compatibilização da vida profissional com a vida familiar, os candidatos exigem um processo selectivo mais ágil.

Ora o impacto da guerra na Ucrânia na economia nacional não é claro para todos, a perda do poder de compra, face à crescente subida da inflação, poderia indicar uma maior valorização dos salários, mas não parece ser ainda esse o caso.

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Porquê?

A resposta não é simples, mas poderá estar relacionada com valorização de outras condições laborais que dois anos de pandemia vieram sublinhar.

O certo é que os empregadores têm desafios muito grandes para os próximos anos. O mundo mudou, mas o mundo laboral mudou muito. É mais complexo e até mais emocional que nunca e os empregadores devem pensar bem quais são a suas prioridades no processo de recrutamento.

Um bom pacote remuneratório já não é suficiente, há equilíbrios de vida que foram profundamente alterados e que os candidatos passaram a valorizar e mais do que nunca os melhores candidatos não gostam de esperar por decisões, a ideia de um mercado de emprego volátil, de uma carreira com vários empregos já não assusta ninguém e se uma oportunidade não é aproveitada logo haverá outras sejam no território nacional ou não.

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