Nesta função, as mulheres são mais bem pagas do que os homens

De acordo com a mais recente análise da Adecco sobre a evolução dos salários no sector da indústria nacional, em termos gerais, os homens continuam a ganhar mais por hora do que as mulheres, apresentando uma margem diferencial entre 2% até 12%. Mas isto não é verdade para todas as funções.

 

Na amostra do estudo divulgado esta semana, a propósito do Dia da Igualdade Salarial, é manifesta a diferença salarial média por hora nas funções de operários não especializados e operadores de cargas e descargas: os homens recebem mais 12% do que as mulheres. Estas funções são, na realidade, as que, neste sector, revelam a maior diferença. Já em funções operador ajudante de loja, operador de armazém e montador o valor por hora pago a homens supera os 2% face a mulheres.

Mas, de acordo com a mesma análise, também existem funções em que as mulheres são mais bem pagas do que os homens, como é o caso das mulheres que ocupam a função de auxiliar de armazém, que são em média mais bem pagas em 5% do que os homens. Outras duas funções que assumem esta diferença salarial por hora em benefício das mulheres são as de assistente de loja e semiespecializado, embora nestas a diferença seja mínima representando valores na casa dos 1% e 1,5%.

«As diferenças salariais ainda são uma realidade no nosso mercado, embora tendencialmente acreditamos que estejam a ser de ano para ano mais esbatidas e mais reflexo da cultura empresarial actual e das próprias exigências de mercado e pressão da opinião pública», Carla Rebelo, CEO da Adecco em Portugal.

Estas conclusões tiveram por base as referências de valor homem-mulher/hora numa amostra de 10.000 entrevistas.

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