Neste país da Europa, trabalhadores que adiarem a reforma vão ficar isentos de impostos (até 2000 euros por mês)

Human Resources com Lusa
15 de Outubro 2025 | 07:50

Os alemães que prolongarem as suas carreiras para além da idade legal de reforma poderão ganhar até 2.000 euros por mês isentos de impostos (24.000 euros por ano). Acima desse valor estará sujeito a imposto sobre o rendimento, como os demais trabalhadores, noticia o El Economista.

O governo alemão planeia aprovar nas próximas semanas uma medida que tornará a reforma mais flexível para mitigar o envelhecimento da população. O objectivo é incentivar os trabalhadores alemães a adiar a reforma o mais possível, com uma série de medidas que incentivem a manutenção do emprego.

O Bundestag quer rever a legislação laboral, concedendo um bónus até 4.500 euros aos trabalhadores em part-time que passem a trabalhar a tempo inteiro e isentando as horas extraordinárias de impostos.

O projecto de lei anunciado no mês passado estima que o custo para os cofres alemães rondará os 890 milhões de euros por ano, mas em troca, esperam que o adiamento alivie a pressão sobre a Segurança Social alemã.

Este tipo de medidas evita aumentar a idade legal de reforma, como fez recentemente a Dinamarca, elevando-a para os 70 anos, ou como França no ano passado dos 62 para os 64 anos.

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Segundo as estimativas do Instituto Alemão de Investigação Económica (DIW), quase 5 milhões de trabalhadores irão reformar-se até 2028, com impacto directo na sustentabilidade das finanças públicas e na economia, que não recuperou desde a pandemia, com despedimentos em massa na indústria.

A medida propõe que os alemães não tenham de pagar imposto sobre o rendimento sobre estes 2.000 euros por mês, mas as empresas e os trabalhadores continuarão a pagar contribuições para a segurança social, o que reduz parcialmente a atractividade desta política.

O objectivo do governo é que esta nova política de Aktiverente (reforma activa) entre em vigor até 1 de Janeiro de 2026, embora os procedimentos parlamentares possam dificultar o calendário ou mesmo exigir reformas em certos aspectos da proposta.

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O plano de reforma também abrange os actuais colaboradores, com uma proposta de aumentar o horário de trabalho dos profissionais em part-time, oferecendo um bónus “único e gratuito” até 4.500 euros. Além disso, o pagamento de horas extraordinárias será isento de impostos, desde que não exceda 25% do salário.

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