A possibilidade foi assumida por Greg Peters, co-CEO da Netflix, numa conversa com investidores em Julho, de acordo com o jornal espanhol ’20 Minutos’, citando uma análise da Forbes.
Uma oferta gratuita “poderia fazer sentido em alguns mercados”, reconheceu Greg Peters, embora tenha colocado uma condição essencial: o negócio publicitário da Netflix teria de atingir dimensão suficiente para tornar economicamente sustentável um serviço sem mensalidade.
Por enquanto, não existe qualquer anúncio de lançamento nem uma data prevista. A empresa está apenas a admitir publicamente uma possibilidade que representaria uma mudança significativa num negócio construído durante anos em torno das subscrições pagas.
Há um problema que a Netflix não ignora: se oferecer gratuitamente uma parte suficientemente atrativa do serviço, alguns dos atuais subscritores poderão perguntar-se por que razão continuam a pagar. O co-CEO da Netflix reconheceu precisamente esse risco, defendendo que a empresa terá de analisar cuidadosamente a eventual “canibalização” dos planos pagos.
Uma eventual versão gratuita teria, por isso, de ser suficientemente diferente das subscrições atuais para captar novos utilizadores sem provocar uma migração significativa daqueles que já pagam mensalmente.
Quanto maior for a audiência de uma versão gratuita, maior será a quantidade de anúncios que a Netflix poderá vender. Mas, para que esse modelo funcione, será necessário existir em cada mercado um negócio publicitário suficientemente desenvolvido para financiar os utilizadores que deixam de pagar directamente pelo serviço.















