De acordo com um estudo da CEGOC, 88% dos líderes nas áreas de RH, L&D, Inovação e Formação não têm dúvidas de que a comunicação é uma alavanca indispensável na vida quotidiana de hoje, pautada pelas interacções em ambientes remotos e digitais.
Quando questionados sobre o contexto actual e conturbado que atravessamos e quais as práticas e competências essenciais para serem bem-sucedidos no futuro e melhor se adaptarem às alterações técnicas e (r)evoluções tecnológicas inerentes à sua profissão, função e contexto de trabalho, 75% dos inquiridos admitiram que é fundamental melhorar a gestão de equipas remotas e passar do controlo e da microgestão para uma relação baseada na confiança e no empowerment.
Já 68% identificaram a gestão da eficácia pessoal (tempo, organização, motivação) como fundamental para encarar o Teletrabalho e 67% entenderam que manter conversas difíceis e resolver conflitos à distância constitui uma resposta crucial à inevitável divergência de interesses inerente ao desempenho das suas funções.
O estudo mostra ainda que 59% veem na formação 100% digital a resposta mais eficaz para a aquisição de novas competências críticas para a sua função/área de actuação, enquanto 62% afirmaram que aprender a liderar pessoas e equipas em tempo de caos e incerteza é imperativo para acompanhar e apoiar transformações organizacionais.
O mesmo estudo indica que 55% acreditam que gerir o stress induzido pela rápida mudança dos hábitos e das formas de trabalhar é uma prioridade e 53% consideram essencial vender à distância, conhecer novas formas de relacionamento com o cliente e acompanhar as novas ferramentas e hábitos de consumo.
Já 51% consideram importante acompanhar a nova gestão de Pessoas e RH: novos processos de atração e retenção de talentos, perfis profissionais e formas de vinculação laboral.
O estudo revela que 50% entendem ser prioritário reinventar o espaço de trabalho com novas medidas de higiene e segurança, hábitos e práticas e 42% pensam que negociar no dia a dia é uma prática extremamente importante para alcançar objetivos com membros da equipa, outras equipas, parceiros ou clientes.
Quando questionados sobre que outras práticas e competências são essenciais colocar em prática para encarar e superar com sucesso os desafios do contexto pandémico e pós-pandémico, 37% dos inquiridos sugeriram acções capazes de (re)aproximar as pessoas nas equipas e organizações, através de reuniões informais regulares e momentos de descontração online e 16% mencionaram a importância de promover a saúde física e emocional, através de mindfulness e inteligência emocional.
Também 16% dos inquiridos manifestaram ser essencial o reforço estratégico dos planos de formação e requalificação profissional dos colaboradores para actualização/reforço de competências.
O estudo conclui ainda que 11% gostariam de continuar em regime de teletrabalho e esperam que esta seja uma modalidade adoptada no futuro pelas organizações de forma voluntária e não por imposição governamental derivada da crise sanitária.
Já 5% sublinham que as organizações devem acompanhar de forma centralizada os apoios lançados pelo Estado (e outras entidades) para combater os efeitos da pandemia.
O estudo envolveu perto de 300 líderes, especialistas, responsáveis de equipas e colaboradores com funções de relevo nas áreas de RH, L&D, Inovação e Formação, entre outras.














