No Top 3 das principais desafios identificados pelos CEO em Portugal há dois ligados às pessoas (mas não o primeiro)

Margarida Lopes
20 de Novembro 2025 | 09:40

De acordo com o estudo CEO Outlook de 2025 da KPMG, entre os principais desafios identificados pelos CEOs em Portugal, a cibersegurança mantém-se no topo das preocupações, tendo sido citada por 32% dos inquiridos como o maior risco para a actividade.

Seguem-se a integração da inteligência artificial na força de trabalho (24%), a disrupção tecnológica e a gestão de equipas multigeracionais (22%), bem como as exigências regulatórias (20%) e a incerteza económica global (18%).

O estudo mostra ainda que os líderes corporativos portugueses têm demonstrado níveis elevados de resiliência e de foco no crescimento interno, mesmo em contextos internacionais e geopolíticos de incerteza. Segundo o CEO Outlook de 2025 da KPMG, 86% dos CEOs em Portugal estão confiantes nas perspetivas de crescimento das suas empresas, um valor superior à média global de 79%.

A nível macroeconómico, o optimismo diminui: apenas 50% dos CEO nacionais manifestam confiança na economia mundial, um valor muito inferior aos 68% registados entre os líderes globais, o que representa o nível mais baixo desde 2022. Esta diferença evidencia uma percepção clara da fragilidade do ambiente externo, marcado pela persistência de tensões geopolíticas e pela desaceleração económica a nível internacional.

Os resultados mostram-nos que os executivos portugueses revelam-se activos na adaptação e redefinição das suas estratégias de crescimento, 72% afirmam já ter ajustado os seus planos para responderem à nova conjuntura. A prioridade é reforçar a resiliência operacional, investir em talento e tecnologia e consolidar estruturas capazes de resistir à volatilidade do contexto.

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O relatório CEO Outlook da KPMG, edição 2025, indica que a confiança dos CEO na economia mundial desceu para 68%, o valor mais baixo dos últimos quatro anos. Ainda assim, os líderes empresariais continuam a investir no crescimento, 40% preveem um aumento dos lucros superior a 2,5% nos próximos 12 meses e 89% antecipam operações de fusão e aquisição.

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