NOS: A necessidade de reivenção e os novos desafios

A situação de pandemia provocada pelo surto de COVID-19 veio mudar a dinâmica das empresas mas, simultaneamente, veio dar vida a novas oportunidades de trabalho e a novas formas de trabalhar. Atenta a novos desafios, a NOS está a reinventar-se.

 

A NOS, consciente do seu papel social no apoio às famílias, empresas e instituições, mantém a comunicação permanente com os seus colaboradores e reinventou-se nos processos de recrutamento e selecção. Mónica Fernandes, responsável pela área de Talent Acquistion da NOS, fala-nos destes novos desafios.

 

Qual a estratégia da NOS ao nível do recrutamento e selecção?
A equipa de Talent Acquisition procura recrutar perfis diversificados, adapta-dos às necessidades específicas do negócio e à transformação que estamos a levar a cabo na empresa. Isso implica uma triagem muito criteriosa dos candidatos que convidamos para integrar a nossa empresa.

Recorremos a uma pool interna e diversa de entrevistadores para obtermos validações, sob diferentes perspectivas, dos perfis dos candidatos. Esta é uma grande mais-valia, em particular para minimizar um erro frequente nos processos de recrutamento: uma validação puramente técnica para a função em causa.

É fundamental ter pessoas com as skills certas para a posição para a qual estamos a recrutar, mas também é importante encontrar talento com potencial de evolução e de adaptação à mudança, ou seja, têm de ter potencial de crescimento para, a médio prazo, exercerem outras funções, sobretudo em empresas como a nossa, que está num sector altamente competitivo e susceptível a alterações.

 

Essa aposta na capacidade de adaptação deu-vos “vantagem” no actual contexto?
Sim, sem dúvida, deu-nos uma vantagem grande na adaptação às mudanças que implementámos para responder aos desafios que a pandemia nos colocou. Conseguimos, por exemplo, num curtíssimo espaço de tempo, accionar o trabalho remoto, mantendo o funcionamento da empresa e das actividades essenciais, em resposta ao contexto do País, empresas e famílias.

Além disso, permitiu-nos também ter colaboradores que continuam a exercer, a partir de casa, as suas habituais funções, mas temos outros que estão a desempenhar funções completamente diferentes, para endereçar com sucesso os desafios que nos permitiram continuar a operar de forma eficaz e eficiente.

 

Em concreto no que respeita ao recrutamento e selecção, que medidas e eventualmente novos processos adoptaram?
Nada parou na NOS. Fizemos as adaptações necessárias e estamos a utilizar as ferramentas digitais para que os processos de selecção em curso e os novos continuem a ter lugar. Estamos a realizar entrevistas digitais aos nossos trainees, fazemos entrevistas aos candidatos através de plataformas online, continuamos a ter os nossos anúncios publicados e a receber candidaturas. Para o nosso programa de estágios, o NOS Alfa, vamos manter a realização de open days, só que desta vez online.

A equipa de recrutamento continua a trabalhar a 100%, mas em modo remoto. E com sucesso. Fazemos reuniões digitais de equipa e até criámos espaço para um “café virtual” diário, onde partilhamos experiências profissionais e, sobretudo, pessoais. É sempre um momento muito agradável neste contexto e uma forma de manter a equipa ligada e unida.

 

Que mudanças significativas podem surgir perante as novas formas de trabalho implementadas, como o teletrabalho?
As empresas estão agora perante um duplo desafio: adaptar a forma de trabalhar no seu core business e, simultaneamente, planear e implementar planos de continuidade como resposta ao contexto que vivemos. A história já nos ensinou que as épocas de crise são também oportunidades únicas para nos reinventarmos na proximidade e no estilo de liderança. A NOS já se estava a preparar para novos formatos de colaboração antes desta pandemia. Nunca o pensámos nesta magnitude, mas o facto é que os conseguimos implementar em poucos dias.

Há abordagens que já mudámos e outras que obrigatoriamente iremos mudar, pois o mundo mudou! Vamos adaptar-nos à mudança, como sempre fizemos, tendo a protecção e o bem-estar nos nossos colaboradores como prioridade e procurando assegurar a excelência da prestação dos nossos serviços às famílias, empresas e instituições, agora e no futuro.

 

De que forma estão a evoluir os processos de recrutamento com a transformação digital?
As redes sociais, nomeadamente o LinkedIn, são ferramentas eficazes, sobretudo agora?  A transformação digital é uma aposta da NOS há já muito tempo, que agora se tem revelado crucial para o dia-a-dia da empresa. Estrategicamente, ao nível do recrutamento, optámos por utilizar apenas como rede social o LinkedIn.

O site da NOS é tem também um papel importante na estratégia de recrutamento. Na área “Carreiras” apresentamos as nossas oportunidades e testemunhos dos nossos colaboradores, e há muitas candidaturas que nos chegam por essa via. Mas também consideramos que a “melhor rede social” são os nossos colaboradores. Ninguém melhor que as nossas pessoas para promover a NOS, mostrar o sentimento de pertença, dinamismo, ousadia e orientação ao cliente que impera na organização. O orgulho de fazer parte de uma empresa que é muito presente na vida dos portugueses é uma ferramenta humana valiosa.

 

Como é que se realiza agora o onboarding dos colaboradores?
Estamos a fazer tudo o que fazíamos anteriormente, mas essencialmente através de vídeo. O contacto inicial continua a ser presencial, com todas as medidas de segurança e higiene recomendadas. Temos um elemento da equipa de Recursos Humanos que está fisicamente nos edifícios da NOS e que, na semana anterior à entrada efectiva, recebe o novo colaborador e partilha todos os elementos necessários a que a sua integração se faça de forma natural. Depois, realizamos uma sessão de welcome online, onde é dada uma visão geral sobre o grupo. O passo a seguir é ser integrado pela sua nova liderança na equipa.

No contexto actual esta integração é um desafio gigante, mas as lideranças e as equipas têm demonstrado que são capazes de fazer a diferença para conseguir que esta integração seja feita da melhor forma. Acreditamos que é possível. E que estamos a fazê-lo na NOS.

 

Que tipo de perfil mais procuram?
Além dos conhecimentos académicos, é essencial que sejam pessoas motivadas e ousadas, que desejem fazer a diferença num mercado tão competitivo e dinâmico como o das telecomunicações, e numa empresa visionária como a NOS. Procuramos também cruzar áreas de formação –Engenharias, Gestão, TI, Analytics, Marketing – com áreas de actuação –Advanced Analytics, Big Data, Cy- bersecurity, Software Development, Sys- tem Engineering, Robotics, Multimedia, Digital, Marketing, Produto, Auditoria, Financeira, Logística, Comunicação, Consultoria e Comercial.

 

Para além dessas competências mais técnicas, que qualidades/ características deve um candidato ter para trabalhar no Grupo NOS?
Temos um modelo de competências pelo qual todos os nossos colaboradores são avaliados, pelo que procuramos pessoas com capacidade de liderança, ousadia, muito talento, sentimento de orgulho, adaptação à mudança, fortes a trabalhar em equipa, resilientes, focadas no sucesso e com uma incessante orientação ao cliente. Acima de tudo, pessoas capazes de contribuir no processo de transformação da NOS.

 

Que tipos de programas de estágios possuem. Continuam a funcionar?
Sim, continuam a funcionar, ainda que de forma diferente, com todas as adaptações necessárias. Estamos a capitalizar os vários programas e parcerias que a NOS mantém com diversas instituições de ensino. A aposta na relação com os estudantes universitários é muito importante para a organização. Existe a possibilidade de realizarem um estágio nos meses de verão onde iniciam, muitas vezes, os seus primeiros contactos com o mundo empresarial e ganham alguma sensibilidade para as diferentes áreas e funções que possam existir, ou estágios curriculares numa equipa específica onde podem aplicar os conhecimentos adquiridos na universidade até ingressarem no nosso programa de trainees – o NOS Alfa.

É um programa de 12 meses que visa o desenvolvimento dos trainees através de rotação por duas áreas de negócio, tem um programa de mentoring e acompanhamento muito fortes, aliados a uma formação específica e desenhada à medida. Com o NOS Alfa, pretendemos que os trainees adquiram as ferramentas essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e construção das suas carreiras na NOS. O programa destina-se a finalistas de mestrado de diversas áreas, existindo também a possibilidade de uma especialização nas áreas tecnológicas e de advanced analytics através do NOS Alfa Tech, programa que lançámos este ano e que esperamos fazer crescer na próxima edição.

 

Quais são os maiores desafios no que diz respeito ao recrutamento?
Existe continuamente a necessidade de encontrar novos colaborares que deem resposta à evolução da NOS e das suas equipas. A selecção dos candidatos não é feita apenas pelas suas competências ou especialização na função, vai muito para além destas capacidades técnicas.

É crucial hoje a procura da combinação entre valores, atitudes e energia do candidato com a nossa missão e valores. Desta forma é possível recrutar as pessoas certas para integrar as diversas equipas e connosco darem continuidade ao caminho que queremos seguir. Continuamos a fazer este trabalho, agora de forma mais digital.

 

Diria que trabalhar na NOS é…
É ser parte integrante de uma equipa fantástica, que cria oportunidades e desenvolve os seus colaboradores e que pro- cura incessantemente a inovação, transformação, novos serviços que respondam às necessidades dos portugueses. É com enorme orgulho que faço parte desta em- presa! #VamosFicarLigados.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Recrutamento e Selecção”, publicado na edição de Maio (n.º 113) da Human Resources.

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