A Cheres, plataforma social de investimentos que permite aos investidores uma melhor gestão de activos, através de diferentes ferramentas e de uma comunidade de partilha, ainda não lançou oficialmente a sua aplicação mas já tem uma waiting list de 12 mil pessoas e uma ronda seed fechada, apenas cinco meses depois da sua fundação.
Criada durante a pandemia, a startup luso-americana Cheres quer que todos os utilizadores encontrem a sua paixão por investimentos financeiros, da mesma maneira que os três co-fundadores encontraram – através da partilha. «A missão da Cheres é fornecer novos instrumentos e um ecossistema para ajudar todos a crescer na sua viagem financeira, unindo o mundo dos activos tradicionais e alternativos através da cultura e da tecnologia», explica António Andrade, co-fundador da Cheres.
Durante os meses de confinamento, António Andrade, Kathleen Garcia-Manjarres e Shahriar Kabir criaram um grupo para conversar sobre investimentos e rapidamente perceberam que havia uma grande vontade por parte da comunidade de poder participar, por isso, criaram um chatbot para automatizar a partilha de investimentos e fazê-los chegar instantaneamente a todos os membros do grupo e viram crescer a semente que plantaram – em poucos dias eram mais de 500 os membros de todos os cantos do mundo.
Candidataram-se com o conceito da Cheres, uma plataforma social de investimentos financeiros que agrega todos os investimentos e investidores num só espaço virtual, ao acelerador Techstars, em Los Angeles, e um mês depois, em julho de 2021, tinham sido aceites pela primeira aceleradora do mundo, de entre mais de mil candidatos e com uma taxa de aceitação de menos de 1%.
Actualmente, a Cheres envia uma newsletter semanal “Buy low, sell high” com 10 mil inscritos e chega a mais de três milhões de pessoas através de parcerias com universidades em todo o mundo e parcerias com comunidades como de empoderamento feminino para a literacia financeira das mulheres, entre outras – um dos objectivos a longo termo da startup luso-americana.
A comunidade de utilizadores é diversa, graças à estratégia go-to-market implementada com 60% dos utilizadores do sexo feminino e 80% de minorias subrepresentadas, como afro-americanos, latinos e asiáticos nos Estados Unidos e Canadá. A app para IOS vai também ser lançada em março deste ano, mas já tem uma lista de espera de 12 mil pessoas.
As ambições para o futuro passam por fazer crescer ainda mais a comunidade, atingindo os 100.000 utilizadores este ano, entrar em novas geografias, nomeadamente alargar a outro continentes (já que de momento só contas bancárias sediadas nos Estados Unidos e Canadá são elegíveis), e crescer a equipa de três para sete pessoas (o critério principal é o talento e a startup já tem em aberto algumas posições em regime remoto).














