Em Janeiro de 2021 nasceram em Portugal 3141 novas empresas, menos 43% do que em Janeiro de do ano passado. Há no entanto uma diferença entre a primeira e a segunda quinzena de Janeiro, com o início do novo confinamento. Os dados da Informa D&B.
Os dados mostram que na primeira quinzena de Janeiro a redução na criação de novas empresas foi de -29%, valor que caiu ainda mais para os -56% na segunda quinzena, um comportamento semelhante ao que se verificou no primeiro confinamento geral, em Março e Abril de 2020.
Por outro lado, os números da segunda quinzena de Janeiro parecem também indicar que existe uma relativa adaptação do empreendedorismo à situação de pandemia, pois apesar da nova queda já não foi tão acentuada como a que se verificou no primeiro confinamento geral.
Os últimos 12 meses mostram que a criação de empresas anda a par das medidas restritivas, sendo mais afectada quanto mais severas são estas medidas.
Os dados da Informa D&B indicam que na segunda quinzena de Março do ano passado, a constituição de empresas caiu 78%. Só em Maio e Junho, com o alívio das restrições, é que se verificou uma retoma na criação de negócios. Chegado o Verão, os valores andaram muito próximos dos registados em 2019.
Após um ligeiro recuo no outono com novas restrições, voltou a cair no início do ano, especialmente na segunda quinzena de Janeiro, exactamente após a declaração do segundo confinamento e das restrições mais apertadas.
A queda na criação de novas empresas em Janeiro é transversal a todos os sectores de actividade e regiões, mas é mais expressiva nos distritos do litoral, em especial em Lisboa, região que é responsável por quase metade da descida total.
Os dados da Informa D&B revelam ainda que em Janeiro de 2021, 187 empresas iniciaram um processo de insolvência, menos 30 casos (-14%) que no período homólogo.
«Estes valores podem não corresponder a uma leitura muito clara da situação de muitas empresas, devendo ser entendidos à luz das medidas de apoio que o Estado português colocou à disposição das empresas e, por outro lado, ao facto de estes processos serem normalmente demorados e envolverem os tribunais, cuja actividade está também afectada por este novo confinamento», explica a Informa D&B.














