Novo simulador calcula lucros dos Certificados de Aforro

O Doutor Finanças lançou um novo simulador de Certificados de Aforro, que permite aos portugueses estimar o rendimento das suas poupanças neste produto.

Margarida Lopes
9 de Maio 2026 | 10:00

Num contexto em que a atractividade dos depósitos a prazo tem vindo a diminuir e as taxas Euribor ganham terreno, os Certificados de Aforro, produto financeiro com capital garantido, têm ganho destaque junto dos aforradores. Com esta nova ferramenta, disponível gratuitamente no site do Doutor Finanças, os utilizadores podem simular diferentes cenários de investimento e conhecer o rendimento líquido das suas poupanças ao longo do tempo.

Com base nos dados fornecidos, o simulador apresenta não só o montante líquido final, mas também os juros acumulados e o valor da retenção de IRS sobre esses rendimentos. Para tal, basta indicar o montante a investir em Certificados de Aforro da série F, a periodicidade de novas subscrições (trimestral, anual ou sem reforços), o prazo da aplicação, que pode variar entre um e 15 anos, bem como a taxa de retenção na fonte aplicável.

A ferramenta permite ainda acompanhar a evolução do investimento ano a ano, o que oferece uma visão do crescimento da poupança ao longo do período escolhido.

«Num contexto em que muitos portugueses procuram alternativas aos depósitos a prazo tradicionais, é essencial disponibilizar ferramentas que ajudem a perceber, de forma clara, quanto podem efectivamente ganhar com diferentes soluções de poupança. Este simulador responde a essa premissa: transformar informação complexa em decisões mais conscientes e ajustadas à realidade de cada pessoa», afirma Sérgio Cardoso, Chief Education Officer do Doutor Finanças.

Os juros dos Certificados de Aforro são calculados trimestralmente, sendo a taxa-base actualizada com referência à média da Euribor a três meses, com um limite máximo de 2,5% e mínimo de 0%, na actual série F. A esta taxa acresce um prémio de permanência progressivo a partir do segundo ano, que pode elevar a taxa bruta até um máximo de 4,25% no final dos 15 anos.

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