Em Fevereiro, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou pelo terceiro mês consecutivo, atingindo um novo máximo desde Maio de 2017, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), divulgados esta segunda-feira pelo Jornal de Negócios.
De acordo com o IEFP, no final de Fevereiro, estavam registados nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas 431.843 desempregados, o que representa um aumento de 116.281 (36,8%) face a Fevereiro de 2020 e de 7484 (1,8%) contra Janeiro deste ano.
Este número representa 71,2% de um total de 606.540 pedidos de emprego.
De acordo com a publicação, os dados do IEFP mostram que o confinamento está a ter um impacto significativo no mercado de trabalho. O número de desempregados está agora em máximos de quase quatro anos, sendo que nessa altura a tendência era claramente decrescente face ao pico de quase 500 mil pessoas sem emprego (e inscritas no IEFP) que se verificava no início de 2017.
No relatório publicado esta segunda-feira, o IEFP assinala que para o aumento homólogo do desemprego «contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário».
O agravamento do desemprego registou-se em todas as regiões do país, destacando-se as mais dependentes do turismo e outros sectores mais penalizados pela pandemia, como é o caso do Algarve (+74,%), Lisboa e Vale do Tejo (+52,9%) e Madeira (+30,4%).
No que diz respeito ao número de pessoas que se inscreveu nos centros de emprego (nem todos são desempregados) ao longo do mês, a tendência foi a mesma. Em fevereiro foram 41.580, o que traduz um aumento de 2406 (+6,1%) face ao mesmo mês do ano passado, mas uma redução de 7.658 (-15,6%) contra Janeiro deste ano.














