Entre o início do ano e o final de Agosto, foram criadas 36 124 novas empresas em Portugal, o que corresponde a uma descida de 3,0% face ao mesmo período do ano passado (-1116 constituições de empresas), um recuo que é generalizado a todos os sectores, com excepção da Construção e Tecnologias da Informação e Comunicação.
De acordo com o Barómetro da Informa D&B, entre as novas empresas, 5398 pertencem à Construção, o sector que mais aumentou este indicador em 2026 e que já é o segundo com mais constituições em termos absolutos.
Além da Construção, as Tecnologias da Informação e Comunicação é o único sector a crescer em número de criação de empresas, com +5,3% (+135 constituições). Serviços (empresariais e gerais), Construção e Actividades Imobiliárias concentram quase dois terços das constituições de novas empresas desde o início deste ano.
Agricultura e outros recursos naturais (-27%; -353 constituições), Alojamento e restauração (-10%; -347 constituições) e Transportes (-12%; -309 constituições) registam as maiores quedas na criação de empresas.
Do ponto de vista geográfico, a maior parte dos distritos regista uma descida na criação de empresas, com destaque para Lisboa, Faro e Funchal. Contrariando esta tendência, cinco distritos cresceram neste indicador: Santarém (+4,4%; +50 constituições), Porto (+0,6%, +39 constituições), Coimbra (+2,3%; +23 constituições), Angra do Heroísmo (+21%, +22 constituições) e Vila Real (+2,9%; +12 constituições).
O Barómetro da Informa D&B revela também que encerraram 7802 empresas desde o início do ano. No acumulado dos últimos 12 meses, desde Julho de 2025 até final de Agosto de 2026, encerraram 14 483 empresas em todo o país, uma descida de 7,8% face aos 12 meses anteriores.
A descida do número de encerramentos dos últimos 12 meses foi transversal a todos os sectores de actividade, destacando-se os setores dos Serviços Empresariais e o Retalho. Apenas o sector dos Transportes regista uma subida, ainda quede apenas 1,0%.
A análise ao acumulado dos últimos 12 meses minimiza o desfasamento temporal que se tem vindo a verificar entre a data efectiva de dissolução da empresa e a data da respectiva publicação, permitindo leituras mais fidedignas.
Nos primeiros oito meses de 2026, registaram-se 1327 empresas com novos processos de insolvência, o que corresponde a mais 1,3% do que no mesmo período do ano anterior. As maiores subidas verificaram-se nos sectores das Actividades imobiliárias (+100%; +32 novas insolvências), Alojamento e restauração (+15%; +20 novas insolvências) e Serviços gerais (+18%; +14 novas insolvências), em especial na região da Grande Lisboa.
Entre os sectores que descem, destacam-se a Agricultura e outros recursos naturais (-40%; -17 novas insolvências) e os Serviços empresariais (-12%; -16 novas insolvências).
















