Número de insolvências está a descer. Mas há um sector que se destaca (pela negativa)

Margarida Lopes
8 de Novembro 2022 | 18:40

As insolvências baixaram 14,5% em Outubro, face ao mês homólogo do ano passado, atingindo um total de 388 insolvências, menos 66 que em 2021. No total do ano, regista-se um valor global de 3325 insolvências, menos 579, o que traduz um decréscimo de 14,8% no comparativo anual, revela a Iberinform.

 

Por tipologia de acções, até final de Outubro deste ano, as declarações de insolvência requeridas por terceiros diminuíram 19,7% (menos 146 pedidos), enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas baixaram 21,4% face a 2021 (menos 166 empresas). Os processos de encerramento com plano de insolvência também baixaram, neste caso 5,1% face a 2021. Foi declarada a insolvência de 2080 empresas (total de processos), menos 265 que no ano transacto.

Os dados da Iberinform mostram que os distritos de Lisboa e do Porto são os que apresentam os totais de insolvências mais elevados, 891 em Lisboa e 756 no Porto. Face a 2021, regista-se uma redução de 0,7% na capital e de 22,1% na cidade invicta.

No total dos distritos e regiões autónomas nacionais, no global de 2022, há diminuição de insolvências em Portalegre (-37%); Braga (-30,1%); Madeira (-29%); Viana do Castelo (-25,8%); Coimbra (-23,1%); Faro (-22,1%), Aveiro (-21,5%); Beja (-17,6%); Guarda (-16,7%); Leiria (-16,6%); Ponta Delgada (-16,7%); Viseu (-15,3%); Vila Real (-15%); Castelo Branco (-3,1%) e Santarém (-0,8%). Os aumentos face a 2021 registam-se em: Horta (+150%); Bragança (+50%); Setúbal (+4,6%) e Évora (+3,2%). Angra do Heroísmo mantém idêntico valor nos dois anos (11 insolvências).

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Por actividades, há um incremento de 27,3% nas insolvências no sector da Electricidade, Gás e Água, enquanto os Transportes mantêm posição idêntica a 2021 (total de 151 insolvências). Todos os restantes sectores apresentam variações negativas: Indústria Extractiva (-35,7%); Indústria Transformadora (-18,3%); Hotelaria e Restauração (-17,5%); Construção e Obras Públicas (-17,1%); Comércio por Grosso (-16%); Outros Serviços (-14,3%); Telecomunicações (-14,3%); Comércio de Veículo (-13,7%); Comércio a Retalho (-9,3%) e Agricultura, Caça e Pesca (-7,1%).

Já as constituições em Outubro diminuíram de 3708 em 2021 para 3566, menos 142 novas empresas constituídas, o que traduz um decréscimo de 3,8%. Contudo, no acumulado, há um aumento de 16% face ao ano passado, com 40.176 novas empresas constituídas, mais 5553 que em igual período do ano passado.

Lisboa lidera o ranking das constituições com 13.996 novas empresas (incremento de 28,6% face a 2021), seguida a alguma distância pelo Porto com 6.705 constituições (mais 9,7% face a 2021).As subidas neste indicador registam-se também nos distritos de Faro (+27,6%); Ponta Delgada (+24,6%); Setúbal (+22,9%); Madeira (+20,7%); Angra do Heroísmo (+18,6%); Coimbra (+16,8%); Portalegre (+16%); Beja (+15,4%); Santarém (+12%); Aveiro (+8,2%); Leiria (+6%); Vila Real (+5,4%); Guarda (+0.4%) e Braga (+0,3%).Com variação negativa face a 2021 destacam-se os distritos de Bragança (-13%); Viseu (-7,9%); Évora (-7,6%); Horta (-6,4%); Viana do Castelo (-4,2%) e Castelo Branco (-1,2%).Os sectores com variação positiva nas constituições são Transportes (+123,5%); Telecomunicações (+22,4%); Hotelaria e Restauração (+21,6%); Outros Serviços (+18,7%); Comércio de Veículo (+10,5%); Construção e Obras Públicas (+8,2%); Comércio Por Grosso (+7%) e Electricidade, Gás, Água (+4,2%). Quatro sectores têm uma variação negativa em relação a 2021: Indústria Extractiva (-27,8%); Comércio a Retalho (-15,1%); Indústria Transformadora (-5,2%) e Agricultura, Caça e Pesca (-3,6%).

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