Número mundial de desempregados deve registar uma diminuição de um milhão este ano

Human Resources com Lusa
1 de Junho 2023 | 08:10
Número mundial de desempregados deve registar uma diminuição de um milhão este ano

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) espera que o número mundial de desempregados registe uma diminuição de um milhão em 2023, depois de ter previsto inicialmente um aumento, de acordo com um relatório publicado.

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«Segundo as últimas estimativas da OIT, a taxa de desemprego no mundo deve baixar 0,1 ponto percentual” ficando em 5,3%, indicou a organização com sede em Genebra.

O número de pessoas sem emprego deve passar de 192 milhões em 2022 para 191 milhões em 2023, quando ainda em Janeiro a OIT antecipava um aumento de três milhões de desempregados.

Apesar da surpresa positiva que esta revisão representa, a situação «reflecte uma resiliência mais forte do que o previsto dos países com rendimentos elevados em vez de uma recuperação generalizada», afirmou a OIT.

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Algumas regiões do mundo, principalmente países de mais fracos rendimentos, ainda não baixaram as taxas de desemprego para os níveis que tinham em 2019, antes da pandemia COVID-19.

É esse o caso do norte de África (11,2% de desemprego esperado em 2023 contra 10,9% antes), da África subsaariana (6,3% contra 5,7%) ou ainda de países árabes (9,3% contra 8,7%).

«Muitos países em vias de desenvolvimento permanecem muito atrasados no processo de recuperação de emprego após a pandemia», afirmou em conferência de imprensa Mia Seppo, subdiretora-geral para o emprego e a protecção social na OIT.

Esses Estados, «que já têm as pessoas mais vulneráveis», estão confrontados com uma conjugação de desafios, incluindo «uma inflação elevada, taxas de juro altas e um risco acrescido de dificuldades em relação às dívidas», acrescentou.

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Ao contrário, «outras regiões do mundo como América Latina, Caraíbas, Europa do Norte, Ocidental e do Sul e Ásia Central e Ocidental conseguiram fazer recuar as taxas (de desemprego) para níveis mais baixos do que os níveis de antes da crise», observou a OIT.

Os países onde a taxa de desemprego não recuou para os níveis de 2019, em particular os mais endividados, «precisam urgentemente de apoio (…) internacional e de uma coordenação multilateral para combaterem défices persistentes em matéria de emprego e desigualdades crescentes», referiu a OIT.

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