Nuno Gonçalo Simões, PwC: «Teremos de lidar com uma grande imprevisibilidade»

Human Resources
7 de Fevereiro 2022 | 12:20

Nuno Gonçalo Simões, director de Capital Humano da PwC, destaca «vai ser garantidamente mais um ano desafiante para a Gestão de Pessoas, em que é preciso lidar com uma grande imprevisibilidade, em que as organizações terão de continuar a apostar numa cultura orientada para as suas pessoas». Leia a sua análise aos resultados do XXXIX Barómetro Human Resources.

 

«Em 2022, iremos ter uma tendência positiva na evolução do emprego em Portugal. Esta é pelo menos a opinião patente nas respostas do Barómetro Human Resources deste mês. É bastante positivo verificar que as respostas são validadas com as perspectivas de empregabilidade nas próprias organizações dos respondentes e, obviamente, com a taxa de desemprego no nosso país a ultrapassar ligeiramente a casa dos 6%.

Não é assim de estranhar que a atracção e retenção de talento apareça no barómetro como líder no top três de grandes temas/desafios na Gestão de Pessoas de 2022, juntamente com as novas formas de organização de trabalho e a saúde (física e mental dos colaboradores), certamente reflectindo ainda o impacto da pandemia e do teletrabalho na vida das organizações e seus colaboradores.

O fenómeno “The Great Resignation”, de acordo com as respostas dos inquiridos, irá afectar também Portugal, ainda que 50% acreditem que de forma esporádica e sem grande expressão. Será interessante percebermos como este fenómeno internacional de demissões voluntárias, ao qual têm aderido milhões de pessoas – com especial enfoque nos trabalhadores entre os 30 e os 45 anos – e que tem levado ao aparecimento de milhões de vagas em aberto nos EUA e no Reino Unido, se irá reflectir no nosso país.

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Isto num momento em que o trabalho remoto esbate as fronteiras do mundo do trabalho, aumentando a concorrência na procura de talento para além das nossas fronteiras físicas, e com todos os desafios inerentes a essa “nova” concorrência, sobretudo em aspectos de flexibilidade, de remuneração e de desenvolvimento, aspectos valorizados e considerados diferenciadores pelos trabalhadores. Como se irão comportar as organizações em Portugal face a esta conjuntura? Será por isso que no Barómetro aparece uma perspectiva de crescimento no recrutamento das empresas? Será por isso que a atracção e a retenção ocupam um lugar de destaque para 2022? Vamos certamente ter oportunidade de acompanhar ao longo do ano que agora começa o desenvolvimento destes temas.

Vai ser garantidamente mais um ano desafiante para a Gestão de Pessoas, em que teremos de lidar com uma grande imprevisibilidade, em que as organizações terão de continuar a apostar numa cultura orientada para as suas pessoas, em ouvi-las, e em perceber as suas emoções e motivações, equilibrando da melhor forma possível com os objectivos e propósitos do seu negócio.»

 

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Este testemunho foi publicado na edição de Janeiro (nº.133) da Human Resources, no âmbito da XXXIX edição do seu Barómetro.  Está nas bancas. Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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