O 25.º melhor restaurante do mundo é português. É o único a representar Portugal no World’s 50 Best

Human Resources com Lusa
24 de Junho 2023 | 12:00
O 25.º melhor restaurante do mundo é português. É o único a representar Portugal no World’s 50 Best

O restaurante Belcanto (Lisboa), do português José Avillez subiu 21 posições para o 25.º lugar da lista dos 50 melhores do mundo, que este ano é encabeçada pelo Central (Lima, Peru), anunciou a organização.

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«José Avillez oferece uma visão da cozinha portuguesa contemporânea, em que cada prato conta uma história, seja sobre o país, as origens do restaurante ou o próprio chef», definiu a lista World’s 50 Best, numa cerimónia que decorreu em Valencia, Espanha.

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O Belcanto, também distinguido com duas estrelas Michelin («cozinha excelente, vale a pena o desvio»), tinha sido classificado em 46.º lugar na edição do ano passado. Entrou para a lista dos primeiros 50 em 2019, para o 42.º lugar, posição que manteve em 2021 (em 2020 a lista não foi divulgada, devido à pandemia COVID-19).

O restaurante lisboeta mantém-se como o único restaurante português na lista dos 50 melhores, bem como na segunda metade da lista, do 51.º ao 100.º.

«Trabalhamos muito todos os dias e sentimos que estamos cada vez melhores, mais criativos, mais consistentes, mais unidos como equipa. Mas subir mais de 20 posições na mais importante lista de restauração do mundo é algo incrível. Ser o 25.° melhor restaurante do mundo nem sei o que isso quer dizer», disse José Avillez à Lusa.

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Para o chef, este prémio e subida reflectem «também a relevância crescente que Portugal, a sua gastronomia e chefs têm tido».

«Como sempre, é uma distinção de toda a minha equipa, da minha cidade e de todo o país, e de todos os cozinheiros portugueses pelo mundo», salientou.

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O primeiro classificado da lista deste ano é o restaurante peruano Central (2.º no ano passado), de Virgilio Martínez e Pía León.

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«Há mais de uma década, tem divulgado os produtos do seu país, celebrando a sua diversidade e criando uma memória doce e profundamente memorável para os seus clientes», descreveram os organizadores.

Virgílio Martinez, que subiu ao palco com uma parte da sua equipa, disse que no mundo actual, «as coisas estão a mover-se muito depressa», mas o foco do Central é «dar consistência e credibilidade a esta indústria, a partir da América do Sul, do Peru».

«Isto não é sobre ser o número um, não é sobre competição ou sobre ser o melhor, é sobre o que fazemos todos os dias, adoramos o que fazemos, e [sobre] continuar a conquistar os nossos bonitos objectivos e simplesmente procurar a verdade», disse o chef.

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Ao segundo lugar subiu o Disfrutar (Barcelona) dos chefs Oriol Castro, Mateu Casañas e Eduard Xatruch (terceiro lugar na edição do ano passado), enquanto o DiverXo (Madrid), de Dabiz Muñoz, ascendeu à terceira posição (4.º em 2022).

Na edição deste ano, o restaurante Table by Bruno Verjus (Paris) entrou directamente para 10.º lugar da lista, o que lhe mereceu a distinção da entrada nova mais elevada. Elena Reygadas, do restaurante Rosetta (Cidade do México), recebeu o prémio de melhor chef feminina.

Criada em 2002 pela revista britânica Restaurant, a escolha dos melhores restaurantes do mundo conta com os contributos de 1080 especialistas em gastronomia, e procura «revelar alguns dos melhores destinos para experiências culinárias únicas, além de ser um barómetro para tendências gastronómicas globais», segundo os promotores.

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