Entre os temas mais inesperados, a iluminação dos escritórios está a ganhar relevância.
Uma reportagem recente do Business Insider revela que a utilização das tradicionais luzes fluorescentes de tecto, conhecidas nas redes sociais como “Big Light”, está a dividir colaboradores de diferentes gerações, levantando questões sobre bem-estar, conforto e produtividade no trabalho.
A nova discussão nos escritórios: afinal, quanta luz é necessária?
Nas redes sociais, especialmente no TikTok, multiplicam-se os relatos de profissionais, sobretudo da Geração Z, que criticam a intensidade da iluminação tradicional dos escritórios. Para estes trabalhadores, as luzes fluorescentes fortes podem causar desconforto, aumentar a sensação de stress, provocar fadiga visual e tornar o ambiente menos acolhedor.
Por outro lado, muitos profissionais mais experientes defendem a utilização de espaços bem iluminados, argumentando que a luz intensa facilita a leitura no ecrã, melhora a concentração e ajuda a manter os níveis de energia ao longo do dia.
Um desafio para a Gestão de Pessoas
Tal como acontece com debates sobre a temperatura ideal do escritório, as preferências de iluminação revelam-se profundamente individuais. O desafio para as organizações consiste em encontrar soluções que acomodem necessidades distintas num ambiente partilhado.
A reportagem dá conta de vários exemplos de adaptação. Alguns colaboradores recorrem a filtros que reduzem a tonalidade fria dos ecrãs, outros optam por candeeiros de secretária ou solicitam alterações na disposição da iluminação. Em alguns casos, equipas chegaram a acordos informais para manter determinadas áreas mais iluminadas do que outras.
O que dizem os especialistas
Os especialistas em design de interiores ouvidos pelo Business Insider defendem que as críticas à iluminação excessivamente uniforme têm fundamento. Segundo estes profissionais, ambientes iluminados apenas por luzes fluorescentes frias podem tornar-se visualmente cansativos e pouco convidativos.
Como alternativa, recomendam uma combinação de diferentes fontes de luz, incluindo iluminação natural, luz ambiente mais quente e iluminação de tarefa junto das estações de trabalho. A utilização de lâmpadas LED de tonalidade mais quente é apontada como uma solução relativamente simples e acessível para muitas organizações.
Bem-estar e experiência do colaborador ganham relevância
Mais do que uma questão estética, o debate reflecte uma tendência mais ampla: a crescente atenção das empresas à experiência do colaborador. À medida que as organizações procuram criar ambientes de trabalho mais inclusivos e adaptados às necessidades individuais, aspectos tradicionalmente secundários, como a iluminação, passam a integrar as discussões sobre bem-estar e produtividade.
Para os especialistas, o objectivo não passa por eliminar completamente as luzes de tecto, mas por oferecer maior flexibilidade aos colaboradores.

















