À medida que cada vez mais empresas estão a proibir o acesso dos colaboradores a Inteligência Artificial (IA) cada vez mais inteligente, a Apple junta-se ao grupo enquanto trabalha no desenvolvimento de uma plataforma rival, noticia a Euronews Next.
Na mesma semana em que a OpenAI lançou uma app ChatGPT para iPhones, a Apple restringiu o acesso dos colaboradores ao LLM e a outros produtos externos de IA.
Segundo uma reportagem do Wall Street Journal, a gigante tecnológica emitiu um documento interno para os seus colaboradores no qual descreve a proibição do uso de ferramentas generativas de IA por temer que os dados da empresa possam ser comprometidos enquanto desenvolve o seu próprio software semelhante.
A Apple junta-se assim a uma lista de empresas que já barraram o acesso de colaboradores ao ChatGPT e plataformas semelhantes de IA, como Amazon, Samsung e JP Morgan Chase.
Surgem preocupações de que, quando as pessoas usam estas ferramentas, os dados são colectados pelas empresas por trás deles, teoricamente para melhorar continuamente a oferta do produto.
Embora a recolha de dados seja um tema recorrente na internet, é vista como especialmente perigosa quando está nas mãos de uma IA que, aparentemente, pode pensar por si mesma.
O Wall Street Journal acrescenta que a Apple adquiriu recentemente várias startups de IA nos seus esforços para desenvolver uma plataforma rival do ChatGPT.
Como recorda a publicação, «a Apple foi uma das primeiras a entrar nas app de AI ao lançar a assistente de voz Siri em 2011. Mas a empresa ficou para trás de empresas como a Amazon (que detém Alexa) nos anos seguintes».
Enquanto a corrida da IA aquece entre as maiores big tech do mundo, a pressão reside no desenvolvimento da próxima melhor ferramenta para rivalizar com o produto inovador da OpenAI, explica o Wall Street Journal.














