O desemprego aumentou em 2020, mas ficaram mais de dez mil ofertas de emprego por preencher

Human Resources
6 de Julho 2021 | 10:17

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego em 2020 foi de 6,8%, um aumento de 0,3 pontos percentuais em relação ao verificado em 2019. Apesar disso, em 2020, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ficou com 10.655 ofertas de emprego por preencher. A situação tem-se repetido nos últimos três anos, revela a Renascença.

 

De acordo com dados do IEFP enviados à Renascença, em 2018 as ofertas de emprego sem resposta foram 12.049, em 2019, um pouco menos 11.194. Os valores no ano de 2021 parecem revelar uma forte tendência de crescimento. Em Maio, o número tinha crescido para mais de 20 mil, quase o dobro de todo o ano passado.

Carvalho da Silva, especialista na área do trabalho, não tem dúvidas sobre as razões do fenómeno. São variadas e estão enraizadas. «A principal é a baixa remuneração que é proposta. Era interessante que se fizesse um estudo fino sobre o problema identificando as condições das propostas de emprego que ficaram por preencher», afirma o ex-líder da central sindical CGTP.

De acordo com a publicação, olhando para as áreas que têm mais dificuldade em conseguir atrair candidatos para as ofertas de emprego, constatamos que, no ano passado, o sector da construção lidera com 1902 propostas sem candidato, seguem-se as atividades imobiliárias (área que se somarmos os três anos em análise é a que mais dificuldade tem em preencher as propostas de emprego) com 1765 e o retalho com 1312.

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No polo oposto, a indústria do papel e a indústria extrativa são as atividades que menos ofertas por satisfazer têm, entre 2018 e 2020.

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