
O fim do mundo do trabalho… como o conhecemos! (Parte II)
Por Ricardo Florêncio
Escrevi sobre este tema, neste mesmo espaço, em Janeiro. Volto ao tema, agora em Fevereiro, com dois tipos de preocupações:
Por um outro lado, e pelo que nos vamos apercebendo, ainda há um largo conjunto de empresas que estão na fase de negação. Ou seja, pensam, acham, que vão ocorrer apenas algumas pequenas mudanças. Estão redondamente enganadas! Está mesmo em curso uma alteração brutal. Já de si maior que as outras revoluções que aconteceram no passado e, adicionalmente, com uma grande diferença: esta é muito mais rápida. Está a acontecer à nossa frente. Todos os dias há um número exorbitante de novidades. E, portanto, ou tentamos acompanhá-la, ou limitamo-nos a observá-la, pensando que só vai acontecer aos outros. Assim, ou ainda está no estágio de negação, ou está a tentar perceber qual o impacto que vai ter na sua empresa e na organização, ou já está no caminho, na rota das mudanças.
Por outro lado, a questão das pequenas e médias empresas (PME), e também das micro, das nano, etc. Estão conhecedoras do que se está a passar? Estão a preparar-se? Aqui poderá haver vários estágios. Aquelas que percebem o que se está a passar, mas têm poucos meios disponíveis para investir. Aquelas que continuam na zona de conforto, e enquanto o negócio for dando, tudo OK, depois logo se vê. E depois, sim, algumas empresas que se estão a preparar para as grandes alterações.
A pergunta que deve fazer é, em que estágio está? Se ainda não estiver na rota, no rumo, da mudança, reveja – com alguma urgência – a questão. E comece desde já.
Editorial publicado na revista Human Resources nº 182, de Fevereiro de 2026