Por Pedro Ramos, CEO da Keeptalent Portugal
Durante muito tempo, o RH das empresas acreditou que era o anfitrião da festa!
Organizou os convites, definiu o código de vestuário (leia-se “dress code”!), escolheu a playlist de sons e controlou as entradas. Mas, quando a música começou a tocar – a da inovação, da transformação digital e da estratégia – percebeu que (afinal) tinha ficado à porta. A festa estava a acontecer… mas, sem ele lá dentro…
Persistem ainda muitos RH que se resguardam nas suas zonas de conforto da “gestão de processos” (administrativos, claro!), convencidos de que processar salários, gerir férias ou controlar assiduidade é suficiente para garantir a sua importância e relevância. Só que o mundo das organizações move-se hoje ao “ritmo” da agilidade, dos dados e da experiência humana. E quem continua a preencher formulários em vez de desenhar o futuro das organizações e das equipas torna-se, inevitavelmente, o RH desconvidado.
Enquanto a liderança fala de Propósito e Cultura, o “velho RH” insiste em conformidade e controlo de processos. Todos falam de talento, mas este continua a contar horas de trabalho. Fala-se de Propósito, mas este RH continua a “alimentar-se” de relatórios. Fala-se de impacto, mas o (nosso) velho RH verifica presenças. A dissonância é gritante.
É simples: quem não se reinventa, desaparece e, obviamente, o RH não é excepção. Hoje as empresas precisam de um RH que desafie o status quo, questione decisões, influencie estratégias e contribua para o crescimento humano e económico. Um RH que “entre na festa” com novas músicas e sonoridades… As da ciência de dados, da experiência do colaborador, da liderança empática e da cultura viva…
Quem persistir na velha lista de tarefas ouvirá a musica da festa ao longe.
Quem tiver coragem de subir ao palco, com voz, ambição e impacto, ajudará a compor a nova “banda sonora” das organizações: aquela que transforma pessoas em vantagem competitiva e significado em Resultados.
O convite está feito. Só falta decidir: vai entrar… ou continuar à porta a lamentar-se por não ter sido lembrado?
É um RH que ainda está na “guest list” ou, mesmo sem saber… já foi desconvidado e nem sequer deu por isso?? Siga a festa!














