Teletrabalho volta a ser recomendado. Mas, o que estão as empresas a fazer? Altice, Sonae MC, EDP, Zurich e NTT Data respondem

Face ao evoluir da situação pandémica em Portugal, o Governo voltou a decretar o Estado de Calamidade, o qual está em vigor desde o dia 1 de Dezembro. De entre as medidas agora implementada de combate à COVID-19, destaca-se a recomendação do regresso ao teletrabalho. Sendo que muitas empresas estavam a fazer regressar os colaboradores aos seus locais de trabalho, o que veio esta recomendação alterar? Para perceber que medidas estão as organizações a implementar com vista a cumprir esta recomendação, questionámos a Altice, a EDP; a Sonae MC, a NTT Data e a Zurich.

Por Sandra M. Pinto

 

O primeiro-ministro anunciou na semana passada um conjunto de medidas para fazer face à evolução da Covid-19 no período que abrange o Natal e o Ano Novo. De entre as medidas agora adoptadas, destaca-se a recomendação do teletrabalho, «sempre que possível, de forma a evitar um excesso de contactos que permitam o agravar da pandemia», afirmou António Costa, revelando que a recomendação passa a obrigatoriedade na primeira semana de Janeiro de 2022. Já esta semana, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social esclareceu que a esta norma se aplica «a todas as empresas, independentemente do número de colaboradores». Perante isto, importa perceber que modelo tinham as organizações em vigor e se o vão (ou não) adaptar com vista à implementação desta recomendação.

EDP

Questionada sobre esta recomendação, a EDP, considerando o contexto actual, «preparou novas medidas de combate à pandemia, pelo que, desde dia 1 de Dezembro, está a ser adoptado o regime de trabalho presencial voluntário, para as funções compatíveis com o teletrabalho, com a criação de grupos rotativos», revelou à Human Resources fonte oficial da empresa. O

Zurich Portugal

Da parte da Zurich Portugal, e sendo que grande parte dos seus 500 colaboradores estão em teletrabalho desde Março de 2020, antes mesmo da Covid-19 ser reconhecida como pandemia pela Organização Mundial de Saúde, este será o modelo a manter. Nas palavras de Nuno Oliveira, director de Recursos Humanos da Zurich em Portugal, «esta foi a forma que encontrámos para manter as nossas pessoas protegidas e também um dos nossos contributos para a contenção dos contágios por Covid-19». Ao longo destes quase dois anos, a empresa teve como preocupação garantir as estruturas de suporte que ajudassem a criar as condições essenciais de trabalho na casa de cada um dos seus colaboradores. «Porque nos comprometemos com a saúde mental e bem-estar dos nossos colaboradores, ao longo deste período temos desenvolvido várias iniciativas, desde eventos virtuais internos para que as equipas possam estar juntas, workshops que vão desde aulas de culinária a ergonomia em casa, sessões de meditação e, entre muitas outras, sessões de ginástica funcional», sublinha Nuno Oliveira, revelando que «se em 2020 optámos por levar o Natal a casa de cada um dos colaboradores, criando o conceito “Uma HiZtória de Natal”, este ano decidimos manter o mesmo formato virtual e vamos celebrar o Natal, todos juntos, com a parte II desta hiZtória». A Zurich tenciona em 2022, quando a pandemia o permitir, regressar aos escritórios com um modelo de trabalho híbrido e uma recomendação geral de estar, em média, dois dias por semana no escritório e três dias em casa, privilegiando alguma flexibilidade. «Actualmente estamos a transformar o nosso edifício sede, em Lisboa, com o objectivo de o adaptar ao nosso modelo de trabalho híbrido», afirma, «esta nova realidade do modelo híbrido e do escritório reabilitado, baseada nas práticas mais avançadas de sustentabilidade, digitalização, mobilidade e, diversidade e inclusão, vai nos permitir melhorar a experiência e bem-estar das nossas pessoas, ao mesmo tempo que diminuímos a nossa pegada carbónica organizacional e, assim, contribuímos para o desenvolvimento sustentável do planeta».

Altice Portugal

No caso da Altice Portugal, e de acordo com fonte oficial da empresa, esta «encontra-se em contacto permanente com a Direcção-Geral de Saúde, acompanhando as orientações e recomendações das entidades competente e aplicando o regime de teletrabalho, sempre que este seja compatível com a actividade desempenhada dos seus colaboradores». Desta forma, a Altice Portugal vai «manter o seu Plano de Contingência de forma a dar prioridade na defesa e protecção da empresa e dos seus colaboradores».

 

Sonae MC

«Os modelos de trabalho que temos instituídos actualmente na Sonae MC, foram pensados para garantir que tiramos partido das vantagens inerentes à interacção presencial, sem nunca comprometer a segurança e o bem-estar de todos», começa por responder Sofia Castro, Head of People Strategy da Sonae MC, «os nossos escritórios são e continuarão a ser locais de trabalho seguros, que respeitam todas as medidas de segurança necessárias». A organização tem neste momento em vigor três modelos de trabalho, que foram alocados a cada colaborador de acordo com as características da função de negócio que executa: escritório (100% presencial) aplicado quando a função não pode ser realizada remotamente; híbrido (três dias presenciais e dois remotos) aplicável à maioria das funções da estrutura central, dado que existe «benefício em trabalhar remotamente, mas a interacção presencial continua a ser muito relevante para o output do trabalho realizado»; e remoto (cinco dias remotos, com momentos presenciais periódicos) aplicável a algumas funções «com outputs muito quantitativos e onde a interacção presencial não tem um impacto tão relevante no output do trabalho realizado». Sofia Castro sublinha que «continuamos a manter uma política de saúde preventiva, com vista à máxima segurança nos nossos escritórios, onde o uso de máscara é obrigatório dentro dos nossos edifícios e fazemos uma testagem aleatória voluntária da nossa população». Com o regresso da recomendação do teletrabalho, a Sonae MC entende que os modelos de trabalho actuais respeitam e garantem toda a segurança, «assegurando o devido distanciamento nos espaço físicos, bem como o cumprimento da lotação». No entanto, de forma a garantir que todos os seus colaboradores se sintam em segurança, «passamos a dar a possibilidade de alterarem o seu modelo de trabalho híbrido para o modelo full remote», revela a responsável.

 

NTT DATA Portugal

Já a NTT DATA Portugal, responde através de fonte oficial, que «tem estabelecido um modelo de trabalho flexível, híbrido e dinâmico, assente na confiança e responsabilidade de cada um, pelo que não se antecipamos alterações de maior com as recentes medidas anunciadas para controlar a pandemia». Isto decorre precisamente da natureza do modelo, que, refere a NTT DATA Portugal, «nos permite facilmente adequar o trabalho às circunstâncias do momento». Para a empresa, a prioridade continua a ser os seus colaboradores e o seu bem-estar, «pelo que vamos acompanhar as determinações das autoridades e adequar o modelo de trabalho sempre que for necessário».

 

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