O total de pessoas empregadas em Portugal volta a bater recordes

Margarida Lopes
5 de Março 2025 | 11:20

A Randstad Portugal divulgou a sua análise aos dados estatísticos do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Serviço Público do Emprego Nacional (IEFP) e da Segurança Social, relativos ao mês de Janeiro de 2025, que revela que o ano começou com boas notícias no mercado de trabalho nacional, uma vez que a tendência positiva de aumento do emprego e de queda do desemprego transitou para 2025.

Os dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a Janeiro de 2025 revelam que há mais 33.900 pessoas empregadas face ao mês anterior (+ 0,7%), continuando o total de empregados a bater recordes (5.167.300 pessoas empregadas).

De acordo com o INE, também o desemprego continuou a registar um decréscimo, com a taxa de desemprego a fixar-se nos 6,2%, menos 0,2 pontos percentuais que no mês anterior. Esta queda do desemprego foi principalmente sentida pelos jovens entre os 16 e os 24 anos (-3,8%), e pelos homens (-3,8%).

Em comparação com o período homólogo, a queda do desemprego foi de 5000 pessoas (-1,4%), tendo o desemprego aumentado apenas nos grupos populacionais dos homens (+2%) e nos adultos (+4,3%). Analisando a situação face a Janeiro do ano passado, o número de pessoas empregadas também teve um aumento de 107.900 profissionais (2,1%) e a população activa também aumentou em 102.900 pessoas (1,9%) e continua a bater recordes, superando os 5,5 milhões de pessoas activas. Tal deveu-se também ao aumento da população empregada ser superior à queda da população desempregada.

Para completar esta análise, a Randstad analisou também os dados do IEFP. Nesta análise ao desemprego registado nos Centros de Emprego, verificou-se uma tendência inversa, com um aumento mensal dos desempregados registados (+4,1%) e de pedidos de emprego (+3,3%), com os desempregados registados a representarem 71,9% do total de 486.002 pedidos de emprego. Este aumento mensal, uma tendência sazonal do mês de Janeiro, registou-se tanto para mulheres como para homens de forma praticamente igual, identificando-se mais 4,1% de mulheres registadas como desempregadas e mais 4% de homens.

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Os dados do IEFP revelam ainda que este aumento do desemprego registado verifica-se também na comparação com o período homólogo, em que se registaram mais 4,3% registadas como desempregadas e mais 0,2% de registadas para pedidos de emprego.

De acordo com a análise da Randstad, esta tendência sazonal é justificada pela desaceleração da actividade económica após o pico do final do ano, o que também ajuda a explicar que o sector dos serviços tenha sido o mais afectado, representando 74% do crescimento mensal do desemprego registado (mais 10.005 pessoas). Dentro deste sector, é essencialmente nas actividades de “comércio por grosso e a retalho” (+1.755), “alojamento e restauração” (+2431) e “actividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio” (+3070) que se registam as maiores subidas mensais.

Na análise ao período homólogo, registam-se aumentos do desemprego registado em actividades dentro do sector dos serviços como “informação e comunicação” (+23,5%), “consultoria e actividades científica” (18,7%) e “transportes e armazenagem” (+15,3%), o que, de acordo com a análise da Randstad, pode estar relacionado com mudanças tecnológicas e reestruturações empresariais às quais o mercado de trabalho deve estar atento no futuro.

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Na análise de Isabel Roseiro, directora de Marketing da Randstad Portugal, «os dados do INE mostram uma consolidação do mercado de trabalho, com um crescimento sustentado do emprego e uma taxa de desemprego que se mantém em níveis relativamente baixos. No entanto, os dados do IEFP revelam uma realidade mais complexa, com o sector dos serviços a registar um aumento do desemprego devido a efeitos sazonais e à desaceleração da actividade económica após o período festivo. Estes movimentos reforçam a importância de estratégias de adaptação no recrutamento e na gestão de talento, especialmente em sectores mais susceptíveis a flutuações sazonais. O desafio passa por garantir maior previsibilidade e estabilidade no emprego, através de iniciativas que promovam a requalificação e a mobilidade dentro do mercado de trabalho, permitindo às empresas e aos profissionais responder melhor às mudanças estruturais e tecnológicas que continuam a transformar o panorama laboral.»

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