Apenas 6% das startups digitais apoiadas por capital de risco nos países da OCDE nas últimas duas décadas foram fundadas exclusivamente por mulheres, enquanto 80% foram fundadas apenas por homens.
Mathias Cormann alertou para as consequências desta desigualdade num momento em que a “transformação digital oferece ferramentas poderosas para superá-la”, mas também traz o risco de replicar os actuais vieses de género.
Cormann, que abriu a segunda edição do Fórum sobre Igualdade de Género, a decorrer na sede da organização, em Paris, enfatizou a necessidade de aproveitar o efeito “amplificador” das tecnologias da informação.
O objectivo é alcançar uma “transformação positiva” que exige decisões políticas para garantir que “as tecnologias digitais sejam inclusivas e implementadas de forma responsável”, caso contrário, corre-se o risco de que “os vieses atuais sejam incorporados às decisões automatizadas do futuro”.
O secretário-geral observou que uma rapariga tem três vezes menos probabilidade do que um rapaz de querer seguir carreira nas áreas de tecnologias da informação e comunicação, verificando-se que apenas 3% das mulheres possuem qualificações nesse setor, em comparação com 11% dos homens.
Além da questão específica das tecnologias de informação e comunicação, o secretário-geral observou que reduzir a desigualdade de género na economia traria resultados concretos, especificamente um crescimento 35% mais rápido até 2060 entre os chamados “clubes das nações desenvolvidas”.
Nesse cenário, o Produto Interno Bruto (PIB) seria pelo menos 9,2% maior.
Actualmente, uma mulher que trabalha em tempo integral nos países da OCDE ganha, em média, 90% do que um homem ganha.














