OCDE prevê crescimento da economia global de 2,9% em 2026 e 3% em 2027

A OCDE prevê que a economia global vai crescer 2,9% em 2026 e 3% em 2027, segundo as projecções actualizadas que representam uma ligeira revisão em alta para este ano e em baixa para o próximo.

Human Resources com Lusa
24 de Setembro 2026 | 13:40
OCDE prevê crescimento da economia global de 2,9% em 2026 e 3% em 2027

«Pressões inflacionistas mais intensas, crescimento mais fraco do rendimento real e taxas de juros mais elevadas vão moderar o ritmo de crescimento no curto prazo em muitas economias», indica a OCDE, mas «a actividade robusta relacionada à IA e a previsão de queda nos preços de energia, em linha com os mercados futuros para o próximo ano, ajudarão a fortalecer a actividade ao longo de 2027».

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A previsão para 2026 foi revista em alta em 0,1 pontos percentuais (p.p.), face ao relatório de Junho, enquanto a projecção para 2027 foi revista em baixa em 0,1 p.p.

A organização salienta que na primeira metade do ano, o crescimento global desacelerou, mas «manteve-se resiliente em muitos países, apesar dos efeitos adversos do conflito no Médio Oriente», nomeadamente devido a factores como reservas de petróleo elevadas, oferta adicional proveniente de fora das economias do Golfo e medidas governamentais discricionárias de apoio, que amorteceram o impacto na economia global.

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Já a actividade “robusta e contínua” relacionada com a IA também impulsionou o investimento, a produção e o comércio.

A OCDE ressalva ainda assim que as perspectivas económicas globais continuam fortemente dependentes da obtenção de uma solução duradoura para o conflito no Médio Oriente, tendo em conta que os preços da energia voltaram a subir recentemente, e as margens de refinação elevadas estão a exercer pressão adicional sobre os preços ao consumidor e os custos das empresas.

A inflação deverá acelerar no curto prazo, estima ainda a organização, refletindo a subida dos preços das matérias-primas, antes de desacelerar gradualmente em 2027, à medida que a moderação dos preços da energia e uma política monetária mais restritiva ajudam a conter pressões mais amplas sobre os preços.

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