Oito em cada 10 trabalhadores consideram a transparência salarial fundamental

O inquérito da G-P conduzido pela Talker Research conclui que a remuneração continua a ser uma grande preocupação, mas também aponta a transparência salarial como uma questão fundamental.

Human Resources
1 de Junho 2026 | 15:20

O inquérito da G-P conduzido pela Talker Research entrevistou 4.000 trabalhadores na Alemanha, Austrália, EUA, França, Reino Unido e Singapura, conclui que a remuneração continua a ser uma grande preocupação, mas também aponta a transparência salarial como uma questão fundamental para 81% dos inquiridos.

De acordo com um novo estudo global, um em cada cinco trabalhadores sente-se muito mal remunerado e acredita que merece um aumento salarial significativo. E revela que 18% dos inquiridos acreditam que um aumento de 32% os faria sentirem-se suficientemente remunerados.

Apenas 34% dos inquiridos afirmaram trabalhar em organizações que praticam a transparência salarial, seja de forma informal ou através de uma política formal. Os trabalhadores indicam ainda que a questão pode afectar a retenção de talento. Se os seus actuais empregadores não respeitassem a transparência salarial, 37% iriam pressionar por uma mudança formal na política, enquanto 18% deixariam a empresa.

Adicionalmente, 62% sabe quanto recebem os seus colegas de trabalho no seu país. E dos 51% que disseram que a sua empresa tem uma presença internacional, apenas 49% sabe quanto ganham os seus colegas internacionais.

A questão é também relevante durante a procura de emprego. Se um potencial empregador não oferecesse transparência salarial, 37% pediria que esta fosse incluída no seu contrato, 17% pediria um aumento e 11% alertaria outros candidatos interessados.

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Muitos entrevistados disseram que a remuneração deve ser determinada por anos de experiência(69%), competências profissionais individuais (66%), localização (30%) e taxas de imposto locais (24%). Sete em cada dez (71%) afirma que a sua empresa deveria ir mais além, seguindo as regulamentações mais rigorosas sobre a transparência salarial, mesmo que não operem em regiões onde esta é regulamentada.

Mais de dois em cada cinco (43%) acreditam que os governos devem ter a maior responsabilidade de garantir a igualdade salarial.

«Uma infraestrutura de trabalho moderna significa ter colaboradores a viver em diferentes estados e até mesmo em diferentes países. Mas os talentos globais esperam agora mais do que apenas conformidade local; procuram um padrão consistente de justiça que respeite o contexto regional», afirma Laura Maffucci, head of RH da G-P.

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«Com a entrada em vigor da Directiva de Transparência Salarial da UE, a transparência salarial só se tornará um factor mais importante para os trabalhadores no futuro. Ao adaptar a integridade a nível da UE para se adequar às suas operações globais, as organizações podem equilibrar as nuances locais com a equidade universal, transformando os requisitos regionais num poderoso íman para o talento».

A pesquisa constatou ainda que alguns trabalhadores estão abertos ao uso da tecnologia para avaliar a equidade salarial. Para 40% a IA poderia tornar o trabalho e a remuneração mais equitativa entre eles e os seus pares, enquanto 26% confiaria mais na IA do que nos departamentos de RH com gestão humana para auditar e avaliar a equidade salarial.

«A IA é muitas vezes vista como mais neutra e consistente porque segue dados e regras sem enviesamento pessoal ou pressões internas da empresa. Os departamentos de Recursos Humanos podem ser influenciados por interesses da empresa, relações ou políticas internas que podem afectar a total objectividade. A realidade é que nenhuma equipa de RH, por melhor que seja, consegue ser especialista em todos os mercados ou permanecer completamente alheia às pressões internas», acrescenta Laura Maffucci.

«Ao utilizar sistemas de IA especializados — aqueles que são desenvolvidos especificamente para a conformidade global e as leis locais — estamos a fornecer às nossas equipas uma base neutra e baseada em dados para questões sensíveis, como a igualdade salarial. Isto permite que a IA lide com o trabalho pesado objectivo, libertando os RH para se concentrarem no trabalho estratégico que exige julgamento e empatia humanos.»

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