Organização Internacional do Trabalho elegeu Gilbert Houngbo como novo director-geral

Human Resources com Lusa
28 de Março 2022 | 12:20

O Conselho de Administração da Organização Internacional do Trabalho (OIT) elegeu Gilbert Houngbo, do Togo, para director-geral nos próximos cinco anos, cargo que assumirá em 1 de Outubro e que pela primeira vez ficará nas mãos de um africano.

Houngbo, antigo primeiro-ministro do Togo entre 2008 e 2012, competia pelo cargo com o francês Muriel Pénicaud (antigo ministro do Trabalho), o australiano Greg Vines (director adjunto da OIT para a gestão e reforma), o empresário sul-africano Mthunzi Mdwaba e o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano Kang Kyung-wha.

O togolês de 61 anos de idade vai substituir na liderança da OIT Guy Ryder do Reino Unido, que durante a última década foi director-geral do único organismo internacional tripartido com representantes de Governos, empregadores e trabalhadores de todo o mundo.

«Embora as minhas origens sejam africanas, a minha perspectiva é global», disse Houngbo no seu discurso à OIT depois de ter sido eleito, dizendo que durante o seu mandato teria em mente «os quatro mil milhões de pessoas que ainda não têm protecção social e os 200 milhões de homens e mulheres desempregados».

Houngbo também recordou os mais de 1600 trabalhadores do sector informal global, os mais duramente atingidos pela pandemia, e os 160 milhões de crianças exploradas como mão-de-obra infantil, aos quais prometeu dirigir-se «abrindo um projecto que trará grandes mudanças e transformações no mundo do trabalho».

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O togolês foi até agora o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, entre 2013 e 2017 foi director-geral adjunto da OIT e antes de se tornar chefe de Governo do Togo ocupou cargos de responsabilidade no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Em Outubro vai assumir a liderança da organização mais antiga do sistema das Nações Unidas (é anterior a esta última, tendo sido criada em 1919), actualmente centrada na adaptação do mundo do trabalho às profundas mudanças derivadas da robotização progressiva e da introdução da inteligência artificial em muitos sectores.

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